Duas pesquisas presidenciais divulgadas na primeira semana de setembro mostram o presidente Lula (PT) à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno de 2026, mas com distâncias diferentes. A Quaest mediu 37% a 30%, folga de 7 pontos. A Futura/Apex mediu 38,7% a 33,6%, folga de 5,1 pontos.
A pesquisa Quaest foi divulgada em 2 de setembro, contratada pela Editora Globo. Ouviu 2.004 eleitores entre 30 de agosto e 1º de setembro, margem de erro de dois pontos e 95% de confiança, registro TSE BR-07065/2026, cenário estimulado com onze nomes.
Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar no mesmo levantamento, com 10% das intenções de voto.
A Futura/Apex saiu um dia depois, em 3 de setembro. Ouviu 2.000 eleitores por telefone em 677 municípios, margem de erro de 2,2 pontos e mesma confiança de 95%, registro TSE BR-02793/2026.
Cury também aparece em terceiro nesta pesquisa. Ele cresceu de 1,1% para 9,9% das intenções em relação à edição anterior do mesmo instituto, avanço parecido ao que Cury registrou em outra pesquisa divulgada na mesma semana.
Uma terceira pesquisa da mesma semana, a Real Time Big Data contratada pela CNN Brasil, mediu Lula em 38% e Flávio em 30% no dia 1º de setembro, folga de 8 pontos, com Cury em 11%.
As três pesquisas convergem num intervalo estreito. Lula aparece entre 37% e 38,7%, Flávio entre 30% e 33,6%, e Cury entre 9,9% e 11%. O que varia é a distância entre o primeiro e o segundo colocado, de 5,1 a 8 pontos conforme o instituto.
Nem no cenário mais favorável a Lula, nenhuma das pesquisas tira a disputa do segundo turno. Para vencer em outubro, é preciso mais da metade dos votos válidos, patamar que nem Lula nem Flávio alcançam nas duas pesquisas.
O que preocupa a campanha de Flávio no Sudeste
A campanha de Flávio reconhece dificuldade na região que decide a eleição. Segundo o coordenador Rogério Marinho, o desempenho no Sudeste está pior do que em 2022, o que exige atenção redobrada à região.
Levantamentos citados pela campanha mostram vantagem de Lula de apenas 1 ponto em São Paulo e Minas Gerais, 2 pontos no Rio de Janeiro e 7 pontos no Espírito Santo, região que concentra 42% do eleitorado nacional.
Para reforçar a área, Flávio intensificou agenda ao lado do governador Tarcísio de Freitas (SP) e programou cinco visitas a Minas Gerais antes do 1º turno.
O que a Quaest vê por trás do resultado
O diretor da Quaest, Felipe Nunes, associa parte da distância a uma diferença de engajamento. O eleitorado de Lula, segundo o instituto, demonstra mais disposição para participar da campanha do que o eleitorado de direita.
O mesmo levantamento mostra Lula como opção ideal da esquerda para 49% dos entrevistados, enquanto Flávio é apontado como o melhor nome disponível à direita por apenas 33%.
O achado aparece na mesma semana em que outros institutos medem o 2º turno em empate técnico entre os dois nomes.
O que acontece agora
O calendário eleitoral segue apertado até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Em 14 de setembro, faltando vinte dias para a votação, o TSE conclui a assinatura digital e a lacração dos sistemas eleitorais.
Novas pesquisas devem sair nas próximas semanas, à medida que avança a propaganda eleitoral, iniciada em 16 de agosto. As propostas dos dois seguem divergindo no essencial, da política econômica à segurança pública.

































