O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) terminou o primeiro turno da eleição presidencial neste domingo (4) em sexto lugar, com apenas 0,27% dos votos válidos em todo o país, cerca de 326 mil votos no total nacional apurado.
O resultado contrasta com a trajetória que Zema construiu no estado. Em 2022, ele foi reeleito governador de Minas já no primeiro turno, com mais de 6 milhões de votos, equivalentes a 56,18% dos válidos.
Na disputa presidencial, Zema não repetiu o desempenho nem entre os próprios mineiros. Em Minas Gerais, estado que governou entre 2019 e 2026, recebeu cerca de 98,4 mil votos, ou 0,82% dos válidos, e também terminou em sexto lugar.
Nacionalmente, ele ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT), que avançaram ao segundo turno, além de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD).
O desempenho também ficou abaixo do de João Amoêdo, que concorreu pelo Novo em 2018 e terminou em quinto lugar, com 2,5% dos votos. Pesquisas já indicavam a derrota de Zema, que ficou nas últimas posições durante toda a reta final da campanha.
Por que Zema resistiu até o fim
Mesmo assim, o ex-governador apostava em repetir a virada que fez em 2018, quando chegou à reta final atrás dos adversários nas pesquisas, mas terminou o primeiro turno na liderança e venceu o governo de Minas no segundo turno.
Publicidade
A má colocação nas pesquisas pressionou Zema a apoiar Flávio Bolsonaro ainda no primeiro turno, como fizeram outros candidatos do Novo. Até aliados dele em Minas romperam com a candidatura dias antes da votação, defendendo o voto único na direita.
Zema resistiu aos pedidos e disse ter recebido propostas para deixar a corrida na última semana de campanha. "Nunca desisti de nada", afirmou, ao confirmar que seguiria candidato até o fim da disputa.





























