Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as pesquisas para o governo de Minas Gerais, mas aparece na lanterna do dinheiro de campanha. Ele declarou R$ 620,6 mil em receitas na prestação de contas parcial divulgada pela Justiça Eleitoral, contra R$ 14 milhões de Alexandre Kalil (PDT), o maior arrecadador entre os 11 candidatos ao cargo.
Os dados, com movimentações até 8 de setembro, ficaram públicos a partir de terça-feira (15) no sistema DivulgaCandContas, do TSE. Juntos, os candidatos ao governo de Minas já somam R$ 48 milhões em receitas e R$ 26,8 milhões em despesas.
Quanto cada candidato arrecadou
O levantamento mostra distância grande entre os principais nomes da disputa. Kalil aparece na frente, seguido por Flávio Roscoe (PL), Mateus Simões (PSD) e Patrus Ananias (PT).
| Candidato | Receita | Despesa |
|---|---|---|
| Alexandre Kalil (PDT) | R$ 14 milhões | R$ 12,8 milhões |
| Flávio Roscoe (PL) | R$ 10,9 milhões | não apresentada |
| Mateus Simões (PSD) | R$ 10,3 milhões | R$ 7,5 milhões |
| Patrus Ananias (PT) | R$ 8,3 milhões | R$ 5,8 milhões |
| Gabriel Azevedo (MDB) | R$ 3,4 milhões | não apresentada |
| Cleitinho Azevedo (Republicanos) | R$ 620,6 mil | R$ 608,4 mil |
Dos R$ 14 milhões de Kalil, R$ 7 milhões vieram do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e outros R$ 7 milhões do fundo partidário do PDT. Patrus recebeu seus R$ 8,3 milhões inteiramente do FEFC do PT.
Henrique Áreas (PCO) não apresentou declaração porque sua candidatura foi barrada. O TRE-MG suspendeu o diretório do partido em Minas por pendência em prestação de contas de 2015 e vetou a chapa completa da sigla no estado.
Cleitinho é o único entre os cinco primeiros colocados nas pesquisas a recusar recursos do fundo eleitoral e do fundo partidário.
Em coletiva de imprensa em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, em julho, o senador afirmou: "eu não vou usar nem fundo eleitoral, que eu nunca usei nas minhas campanhas". Na ocasião, disse que pretendia ser o governador eleito que menos gastou dinheiro na história.
A arrecadação de Cleitinho quase triplicou desde a prestação de contas anterior, quando declarava R$ 210,3 mil, e chegou aos atuais R$ 620,6 mil. Mesmo assim, ele arrecada cerca de 22 vezes menos que Kalil.
O padrão de campanhas com poucos recursos não é exclusivo de Minas. Em Pernambuco, dois candidatos concentram 96% dos gastos de campanha ao governo do estado, mostrando como o dinheiro se distribui de forma desigual entre concorrentes.
O que acontece agora
A Justiça Eleitoral vai divulgar uma nova prestação de contas após o fim da campanha, com o total definitivo arrecadado e gasto por candidato.
O primeiro turno das eleições em Minas Gerais é em 4 de outubro, com segundo turno, se houver, em 25 de outubro.










































