O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida ao governo de Minas Gerais com 31% das intenções de voto, 14 pontos à frente do deputado federal Patrus Ananias (PT), que aparece com 17%. Os números são de pesquisa Real Time Big Data divulgada em 8 de setembro, com entrevistas feitas entre os dias 3 e 7 daquele mês.
Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte, e o atual governador, Mateus Simões (PSD), aparecem tecnicamente empatados na terceira posição, com 12% e 11%. A diferença de 1 ponto fica dentro da margem de erro de 2 pontos da pesquisa.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores mineiros e tem nível de confiança de 95%, com registro no TSE sob o número MG-00998/2026. A Real Time Big Data é a própria contratante do levantamento, que não teve financiamento externo.
Em cenário espontâneo, sem que os nomes sejam citados ao entrevistado, 56% dos eleitores não souberam ou não responderam quem pretendem votar.
| Candidato | 1º turno | 2º turno contra Cleitinho |
|---|---|---|
| Cleitinho Azevedo (Republicanos) | 31% | - |
| Patrus Ananias (PT) | 17% | 41% |
| Alexandre Kalil (PDT) | 12% | 37% |
| Mateus Simões (PSD) | 11% | 35% |
Como a distância diminuiu em duas semanas
A distância entre Cleitinho e Patrus vem encolhendo desde a pesquisa anterior, com coleta entre 22 e 26 de agosto. Naquela rodada, o senador tinha 33% contra 15% de Patrus, uma diferença de 18 pontos no primeiro turno, quatro a mais que agora.
O recuo fica mais evidente no cenário de segundo turno. Em agosto, Cleitinho venceria Patrus por 45% a 40%, cinco pontos fora da margem de erro. Em setembro, o placar foi a 43% a 41%, dentro da margem, tecnicamente um empate.
A vantagem de Cleitinho sobre Patrus no 2º turno virou empate técnico em duas semanas, enquanto contra Kalil e Simões o senador segue vencendo com folga.
A liderança de Cleitinho já foi ainda maior. Em 3 de agosto, ele chegou a anunciar que desistiria da candidatura, citando luto pela morte do irmão, quando pesquisas indicavam cerca de 40% de intenção de voto.
No dia seguinte, na convenção nacional do Republicanos em Brasília, pediu ao presidente da legenda, Marcos Pereira, que reconsiderasse.
"Eu quero ser candidato a governador e peço humildemente ao presidente que nos dê essa vaga", disse Cleitinho na ocasião. As pesquisas de agosto e setembro confirmam que ele seguiu na disputa, ainda que com a vantagem reduzida.
O terceiro lugar também é disputado com farpas. Kalil chama Minas de "estado RH" e defende renegociar a dívida do estado.
Simões, que busca a reeleição, questiona a proposta de Cleitinho de isentar parte dos veículos do IPVA.
No campo do PT, Patrus também entrou na disputa direta com os adversários. Ele rebateu uma crítica de Kalil sobre a dívida do estado citando o IPTU do rival.
O que acontece agora
O primeiro turno das eleições gerais está marcado para 4 de outubro, menos de três semanas depois desta pesquisa. Havendo segundo turno, a votação ocorre em 25 de outubro — cenário que a pesquisa já simula entre Cleitinho e cada um dos três principais adversários.
Entre 14 e 18 de setembro, cerca de 95 pesquisas eleitorais são divulgadas no país por institutos como Quaest e a própria Real Time Big Data, cobrindo a disputa pelo governo de outros estados além de Minas Gerais.










































