As urnas abriram neste sábado (3) nos consulados do Brasil em Pequim, Xangai e Cantão, na China, para o primeiro turno da eleição presidencial de 2026. São 2.189 eleitores cadastrados no país, dentro dos 918,9 mil aptos a votar fora do Brasil.
Segundo a Folha de S.Paulo, a votação começou às 8h de domingo (4) no horário local, equivalente às 21h de sábado (3) em Brasília. Como a China tem fuso único, todas as seções abrem e fecham ao mesmo tempo em todo o país.
Urnas em fusos múltiplos fecham em horários escalonados. Na China, não.
O voto no exterior já soma quase 1 milhão de eleitores em 2026. Segundo o TSE, os 918,9 mil eleitores aptos a votar fora do país superam o eleitorado de Roraima (401,5 mil), Amapá (577,5 mil) e Acre (614,4 mil), cada um isoladamente.
No exterior, o eleitor só escolhe presidente e vice-presidente; outros cargos ficam de fora da cédula.
Estados Unidos, Portugal e Japão concentram os maiores contingentes, resultado de décadas de emigração para esses destinos, num voto no exterior que cresce a cada eleição. A China, por comparação, representa uma fração pequena do total, cadastrada em apenas três cidades.
Por que o eleitorado da China tem mais homens que mulheres
Tem maioria de eleitores homens quem vota pela China: 55% são do sexo masculino, segundo a Folha, ante 45% de mulheres. No exterior como um todo, a proporção se inverte: 57% dos eleitores aptos são mulheres, segundo dados do TSE levantados pelo Terra.
Entre os 2.189 eleitores da China, o homem é maioria; no restante do mundo, a mulher é quem mais vota fora do Brasil.
A faixa etária predominante entre os eleitores da China é de 40 a 44 anos, seguida da de 25 a 29, e quase metade tem nível superior completo (49%).
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No exterior em geral, a concentração também fica entre 40 e 44 anos, mas apenas 38% têm diploma universitário, onze pontos a menos que entre os cadastrados na China.
Em destinos como a Itália, onde o eleitorado cresceu 17,5% para este outubro, o ritmo de expansão segue outro padrão.
O que acontece agora
Se nenhum candidato alcançar mais da metade dos votos válidos neste domingo (4), o eleitorado no exterior volta às urnas em 25 de outubro, data já confirmada para o eventual segundo turno.
Na China, a abstenção tende a pesar: chegou a 70,8% no primeiro turno de 2022, 14,8 pontos acima da média do exterior naquele ano (56%).
O resultado da votação no exterior entra na apuração nacional conduzida pelo TSE, sob a mesma Zona Eleitoral Exterior vinculada ao TRE-DF que organiza a votação em todo o mundo.
































