Pesquisadores da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, descobriram que reduzir drasticamente o campo magnético ao redor de moscas-das-frutas com uma mutação ligada ao Parkinson aumentou a sobrevivência dos insetos em cerca de 20%. O estudo foi publicado na revista científica Aging.
A equipe usou um dispositivo que simula ambiente com proteção magnética quase nula, em duas populações de Drosophila melanogaster: uma saudável e outra com a mutação Pink1, ligada ao Parkinson.
As moscas com a mutação viveram cerca de 20% mais no ambiente com campo reduzido. Nas saudáveis, o efeito foi diferente: elas escalaram melhor em testes físicos, mas viveram um pouco menos tempo.
O que o campo magnético mexe nas células
O campo magnético reduzido alterou o funcionamento das mitocôndrias, as "usinas de energia" das células. A mudança afetou processos energéticos e o estresse oxidativo, o desequilíbrio entre radicais livres e antioxidantes que acelera a degradação celular.
O estudo relaciona o enfraquecimento do campo magnético à atividade do complexo II mitocondrial e à produção de radicais livres nas moscas.
Segundo a professora Lisa Chakrabarti, da Universidade de Nottingham, que coordenou a pesquisa, ainda se sabe pouco sobre como essa força invisível afeta o funcionamento das células. Já o doutorando Jacob Reed, também autor do estudo, diz que a pesquisa na área ainda é escassa.
Os próprios pesquisadores alertam que o achado não estabelece nenhum tratamento para Parkinson ou outras doenças humanas. É um primeiro indício em moscas, não uma terapia pronta.
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O achado se soma a outras pesquisas recentes sobre disfunções mitocondriais e Parkinson, como os remédios aprovados recentemente com ação inédita no cérebro.
Os autores citam ainda o Alzheimer como outra doença neurodegenerativa que pode se beneficiar da mesma linha de pesquisa, área em que já se avançou na forma de identificar os primeiros sinais da doença.
A busca por formas de medir e desacelerar o envelhecimento também avança em outras frentes, como no estudo sobre mecanismos universais do envelhecimento em mamíferos.





























