O Senado deve guinar à direita na eleição deste domingo (4), enquanto a Câmara dos Deputados tende a manter um perfil mais pragmático. A avaliação é da coluna Plato BR, do jornal Estado de Minas: "o Senado tende a guinar à direita, enquanto a Câmara deve manter um perfil mais pragmático".

Estão em disputa 54 das 81 cadeiras do Senado — dois terços da Casa, a maior renovação possível em uma única eleição. O tamanho final de cada bloco, porém, só será conhecido com a apuração.

Fachada do Congresso Nacional ao entardecer, em Brasília
Fachada do Congresso Nacional, em Brasília. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Qual o número que decide um impeachment no STF

Para o impeachment de ministro do Supremo, o número que importa está na Constituição. O art. 52, parágrafo único, exige o voto de dois terços dos senadores — 54 dos 81 — para condenar ministro do STF por crime de responsabilidade. É uma maioria qualificada que depende de acordo entre blocos, e não do desempenho de um campo político isolado.

Como fica a Câmara dos Deputados?

Na Câmara, a renovação deve ser menor: dos 513 deputados, 438, ou 85%, concorrem à reeleição, segundo os registros de candidatura no TSE — taxa que tende a preservar o perfil pragmático da Casa.

O contraste entre as duas Casas é justamente o ponto destacado pela coluna Plato BR: um Senado que caminha para a direita e uma Câmara que segue negociando caso a caso.

O que isso significa para o próximo governo?

Se Lula for reeleito, um Senado mais à direita reduz sua margem de negociação, somada à pressão já existente do Judiciário. Se Flávio Bolsonaro vencer, o desafio muda: uma Câmara de perfil pragmático tende a negociar apoio caso a caso, cobrando espaço no governo.

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A disputa pelo Senado já era vista como decisiva para o próximo governo. A TV Sim Brasil mostrou como a correlação de forças na Casa vem se reconfigurando ao longo da campanha, e também tratou dos cenários discutidos para o impeachment de ministros do STF.

O que acontece agora

As urnas fecham às 17h deste domingo.

A apuração do primeiro turno começa em seguida, e o resultado vai definir a composição do Congresso que dialoga com o próximo governo a partir de 2027.