O Senado deve eleger uma bancada mais à direita nas eleições deste domingo (4), mas sem votos suficientes para abrir impeachment contra ministro do STF. A projeção aponta cerca de 40 das 54 cadeiras em disputa para blocos de direita.
O PL deve eleger 28 senadores, puxando o avanço da direita. A base aliada ao PT, hoje com 30 cadeiras, deve encolher para 23: 15 recém-eleitos mais 8 com mandato até 2031.

Mesmo fortalecida, a bancada de direita ficaria a uma cadeira da maioria absoluta no Senado e a 14 votos do quórum para abrir impeachment contra ministro do STF, segundo a projeção.
Como fica a Câmara dos Deputados?
Na Câmara, a renovação deve ser menor: dos 513 deputados, 438, ou 85%, concorrem à reeleição, taxa que tende a manter o perfil pragmático da Casa. O cenário contrasta com o do Senado, que caminha para a direita.
Segundo a coluna Plato BR, do jornal Estado de Minas, "o Senado tende a guinar à direita, enquanto a Câmara deve manter um perfil mais pragmático".
O que isso significa para o próximo governo?
Se Lula vencer e for reeleito, a bancada mais à direita reduz sua margem no Senado, somada à pressão já existente do Judiciário. Se Flávio Bolsonaro vencer, o desafio muda: a Câmara pragmática tende a cobrar cargos-chave em troca de apoio.
A disputa pelo Senado já era vista como decisiva para o próximo governo. A TV Sim Brasil mostrou que o avanço do PL reconfigura o equilíbrio de forças na Casa.
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Também apurou os cenários que elevam o número de senadores pró-impeachment contra ministros do STF, tema que ganhou força ao longo da campanha.
O que acontece agora
As urnas fecham às 17h deste domingo.
A apuração do primeiro turno começa em seguida, e o resultado vai definir a composição do Congresso que dialoga com o próximo governo a partir de 2027.





























