O fluxo recorde de turistas estrangeiros está mudando o perfil de quem senta à mesa em bares e restaurantes do país. Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil recebeu 4,8 milhões de visitantes, com impacto de R$ 25 bilhões na economia.
Maio sozinho somou quase 500 mil turistas. Argentina, Estados Unidos, Paraguai e França lideram a origem dos visitantes, que se concentram no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Santa Catarina e em estados do Nordeste como Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

Por que o setor de bares e restaurantes sente o efeito?
Segundo José Eduardo Camargo, da Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes), o crescimento do turismo internacional não traz só mais clientes. Ele diz que o turista de hoje é mais exigente e busca a cultura local pela comida.
Isso pressiona o setor a investir em identidade: pratos regionais, ingredientes locais e atendimento preparado para quem vem de fora, em vez do cardápio genérico de qualquer cidade turística.
O número já vinha subindo este ano
A alta de 2026 segue uma tendência que a TV Sim Brasil já vinha acompanhando. Em julho, o gasto do turista estrangeiro subiu 34% na comparação anual, recorde de R$ 28,7 bilhões no 1º semestre.
Em agosto, porém, a TV Sim mostrou que o gasto médio por turista caiu 13%, mesmo com o total batendo novo recorde.
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O destino também importa: Fortaleza recebeu 2,2 milhões de turistas apostando na gastronomia local como atrativo, estratégia parecida com a que Belo Horizonte vem usando ao redor do título de Cidade Criativa da Gastronomia.
O que acontece agora
O Ministério do Turismo e a Embratur acompanham os números mês a mês. Se o ritmo de 2026 se mantiver até dezembro, o Brasil deve superar os mais de 9 milhões de visitantes estrangeiros recebidos em 2025.





























