Usuários de remédios para emagrecer relataram quase o dobro de sintomas depressivos que não usuários, segundo estudo sul-coreano publicado no Korean Journal of Family Practice. O levantamento, com 27.741 adultos, encontrou também mais pensamentos suicidas entre quem ganhou peso após o tratamento, mas não prova que os remédios causem os efeitos.
O estudo, do Asan Medical Center e da University of Ulsan College of Medicine, na Coreia do Sul, usou dados coletados entre 2013 e 2022. Entre os usuários de medicamentos para emagrecer, 22,1% relataram sintomas depressivos, contra 11,4% dos que não usavam o tratamento.
Entre quem ganhou 10 kg ou mais durante o acompanhamento, a chance de relatar pensamento suicida foi 3,67 vezes maior do que entre quem ganhou de 3 kg a menos de 6 kg.
O que o estudo não prova
O desenho do estudo é observacional e transversal, o que impede estabelecer relação de causa e efeito. Os resultados mostram associação entre uso do remédio e sintomas depressivos, não que o medicamento provoque depressão ou pensamento suicida.
Frustração com o resultado do tratamento, insatisfação corporal e menor sensação de controle sobre o peso podem explicar parte dos achados, segundo os autores. No Brasil, genéricos derrubaram o preço da caneta emagrecedora em até 35% neste mês, segundo levantamento da TV Sim Brasil.
Quem enfrenta pensamentos suicidas pode buscar apoio gratuito e sigiloso no CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo telefone 188, disponível 24 horas.


























