O advogado Rudá Bezerra de Carvalho, ex-chefe de Isabelle Caracristi, disse à polícia que a estudante relatou se sentir sufocada no trabalho pelo namorado, João Munhoz Neto. Ela foi encontrada morta em Fortaleza em 13/9, e ele está preso, investigado por indução ao suicídio.
Segundo o depoimento de Rudá, ele chegou a mudar os computadores de lugar no escritório para manter os dois afastados. Isabelle e Munhoz trabalhavam juntos: ela como estagiária, ele como gestor.
Ela relatou ao doutor Rudá Carvalho que se sentia sufocada na dinâmica profissional, nas rotinas, por condutas do próprio senhor Munhoz.
Segundo o relato, Munhoz não permitia que Isabelle fizesse audiências sozinha nem certas atividades de forma independente, o que a fazia se sentir presa e sem conseguir exercer suas funções.
O advogado Leandro Vasques, que representa Rudá Carvalho, disse que o ex-chefe chegou a advertir Munhoz e cogitou demitir Isabelle caso a situação continuasse.
Procurada, a defesa de Munhoz não se manifestou sobre o novo depoimento. Anteriormente, a advogada Lígia Peixe havia dito que não há elementos que mostrem postura controladora ou de violência psicológica por parte do cliente.
"A polícia tem que provar esse induzimento porque não encontra material nenhum para isso", declarou Lígia Peixe à época. O namorado foi preso na terça-feira (22/9), segundo a Polícia Civil, por postura considerada "não colaborativa" e para apurar possível indução ao suicídio.
Relembre o caso
Isabelle foi encontrada morta em 13 de setembro, no condomínio onde morava com o namorado e a família dele, em Fortaleza. O caso passou a ser investigado como suicídio.
Depois da morte, o governo do Ceará determinou rigor na investigação.
A Polícia Civil passou então a procurar o namorado para depor, antes de decretar a prisão preventiva.
Em caso de pensamentos suicidas, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia, além de chat e e-mail pelo site cvv.org.br.
































