O eleitor com o título em situação regular pode votar nas eleições de outubro mesmo sem biometria cadastrada, informa o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A situação afeta os quase 11% do eleitorado brasileiro que ainda não têm a digital registrada na Justiça Eleitoral.
Basta apresentar documento oficial com foto na seção eleitoral. Quem tem o e-Título no celular também pode usá-lo, mas o aplicativo só substitui RG ou CNH quando traz foto biométrica cadastrada.
A biometria só é exigida para quem precisa realizar alguma operação eleitoral, como tirar o primeiro título, transferir o domicílio para outra cidade ou revisar dados pessoais.
Nesses casos, o cadastro biométrico na Justiça Eleitoral é obrigatório.
Quem não tem biometria cadastrada, ou enfrenta dificuldade no reconhecimento da digital, não fica sem votar. A Resolução TSE nº 23.759/2026 prevê procedimentos alternativos para confirmar a identidade do eleitor na seção eleitoral.
Já quem está com o título irregular enfrenta outro problema. Não vota em outubro, e a regularização só volta a valer em novembro.
O que acontece até o dia da votação
A Justiça Eleitoral tem até terça-feira (29) para definir os locais onde serão feitos os testes de integridade das urnas com biometria no 1º turno. As urnas que passam pela auditoria são sorteadas e escolhidas publicamente em 3 de outubro, véspera da votação.
No dia 4 de outubro, eleitoras e eleitores voluntários poderão usar a própria digital para liberar uma urna extra, logo depois de votar oficialmente. O procedimento serve para provar a fiscais e observadores que a biometria não interfere no resultado.
A urna eletrônica brasileira nunca teve fraude comprovada em 30 anos de uso. O teste de integridade com biometria é uma das formas que a Justiça Eleitoral usa para reforçar essa confiança às vésperas da votação.





























