O Brasil entra na última semana antes do primeiro turno das eleições, no domingo (4), com uma bateria de indicadores: o Caged, a taxa de desemprego e, do lado americano, o payroll dos Estados Unidos, que sai na sexta-feira (2).

Segundo o Valor, a semana reúne ainda o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor, o PMI industrial e o IPC-Fipe. Soma-se a isso as contas fiscais do governo. O mercado financeiro observa de perto os dados americanos para calibrar apostas sobre o Federal Reserve.

Já os números brasileiros são lidos sob a lente eleitoral, na última semana antes do primeiro turno. Os dados da semana devem afetar as expectativas sobre juros e o debate fiscal no país.

Gráfico de mercado financeiro em tela de celular ao lado de caneta sobre relatório impresso
Movimentação do mercado financeiro: a semana reúne indicadores do Brasil e dos EUA às vésperas da eleição. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

O quadro abaixo reúne os principais números aguardados.

Agenda de indicadores da semana pré-eleição — expectativas de mercado do Valor e de agências internacionais, verificadas em 27 de setembro de 2026
DiaIndicadorExpectativa
Terça (29/9)IGP-M0,6%
Terça (29/9)Taxa de desemprego5,3%
Quarta (30/9)Caged de agosto80 mil vagas
Quarta (30/9)Índice de Preços ao Produtor2,0%
Quinta (1/10)PMI industrial (S&P Global)—
Sexta (2/10)IPC-Fipe0,3%
Sexta (2/10)Produção industrial0,9%
Sexta (2/10)Payroll dos EUA100 mil vagas, desemprego 4,2%

O payroll americano sai às 12h30 UTC de sexta-feira (2).

O mercado projeta 100 mil novas vagas e taxa de desemprego de 4,2% nos Estados Unidos.

Por que o mercado olha para o payroll dos EUA?

O mercado olha para o payroll porque o dado orienta as apostas sobre o ritmo de cortes de juros do Federal Reserve, e decisões do Fed já mexeram antes com o dólar e a Selic no Brasil.

O juro dos títulos do Tesouro americano já foi a 5%, o maior nível desde 2007. O patamar ajuda a explicar por que sinais dos Estados Unidos pesam tanto no mercado brasileiro.

O Caged de agosto, com expectativa de 80 mil vagas, vem após sequência fraca: em julho, a criação de empregos formais teve o pior resultado para o mês desde 2020. O novo número deve mostrar se a desaceleração continua às vésperas da votação.

O que acontece agora

O primeiro turno das eleições ocorre no domingo (4) e deve orientar a leitura do mercado sobre os números. A Selic está no mesmo patamar de quando Lula tomou posse, o que ajuda a medir se os dados mudam a trajetória dos juros.