O Brasil entra na última semana antes do primeiro turno das eleições, no domingo (4), com uma bateria de indicadores: o Caged, a taxa de desemprego e, do lado americano, o payroll dos Estados Unidos, que sai na sexta-feira (2).
Segundo o Valor, a semana reúne ainda o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor, o PMI industrial e o IPC-Fipe. Soma-se a isso as contas fiscais do governo. O mercado financeiro observa de perto os dados americanos para calibrar apostas sobre o Federal Reserve.
Já os números brasileiros são lidos sob a lente eleitoral, na última semana antes do primeiro turno. Os dados da semana devem afetar as expectativas sobre juros e o debate fiscal no país.

O quadro abaixo reúne os principais números aguardados.
| Dia | Indicador | Expectativa |
|---|---|---|
| Terça (29/9) | IGP-M | 0,6% |
| Terça (29/9) | Taxa de desemprego | 5,3% |
| Quarta (30/9) | Caged de agosto | 80 mil vagas |
| Quarta (30/9) | Índice de Preços ao Produtor | 2,0% |
| Quinta (1/10) | PMI industrial (S&P Global) | — |
| Sexta (2/10) | IPC-Fipe | 0,3% |
| Sexta (2/10) | Produção industrial | 0,9% |
| Sexta (2/10) | Payroll dos EUA | 100 mil vagas, desemprego 4,2% |
O payroll americano sai às 12h30 UTC de sexta-feira (2).
O mercado projeta 100 mil novas vagas e taxa de desemprego de 4,2% nos Estados Unidos.
Por que o mercado olha para o payroll dos EUA?
O mercado olha para o payroll porque o dado orienta as apostas sobre o ritmo de cortes de juros do Federal Reserve, e decisões do Fed já mexeram antes com o dólar e a Selic no Brasil.
O juro dos títulos do Tesouro americano já foi a 5%, o maior nível desde 2007. O patamar ajuda a explicar por que sinais dos Estados Unidos pesam tanto no mercado brasileiro.
O Caged de agosto, com expectativa de 80 mil vagas, vem após sequência fraca: em julho, a criação de empregos formais teve o pior resultado para o mês desde 2020. O novo número deve mostrar se a desaceleração continua às vésperas da votação.
O que acontece agora
O primeiro turno das eleições ocorre no domingo (4) e deve orientar a leitura do mercado sobre os números. A Selic está no mesmo patamar de quando Lula tomou posse, o que ajuda a medir se os dados mudam a trajetória dos juros.





























