O Santos encaminhou um acordo com a Adidas para trocar de fornecedora de material esportivo a partir de 2028. Segundo o ge, o contrato pode ser assinado até o fim da semana, mas a entrada da marca depende da Umbro.
A Umbro tem contrato com o Santos até o fim de 2027 e ainda pode igualar a oferta. Dirigentes do clube, segundo o ge, avaliam que a atual parceira não cobrirá a proposta, que inclui mais dinheiro e marketing.
O UOL informou que a proposta da Adidas é de seis anos de contrato e prevê produtos oficiais do Santos em cerca de 120 lojas físicas da marca. A rede incluiria pontos no Brasil, na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia.
O desenho explica por que a troca só começaria em 2028. Empresas de material esportivo trabalham com planejamento longo, e o UOL citou prazo de até 18 meses. Assinar agora é uma decisão comercial para a camisa que só chega ao campo depois.
Por que a Adidas só entra em 2028?
A Adidas só entra em 2028 porque o Santos ainda precisa cumprir uma temporada com a Umbro. O contrato atual vai até dezembro de 2027, e romper antes do prazo poderia gerar custo contratual e problema logístico.
A marca inglesa veste o Peixe desde 2018. Antes disso, segundo o ge, a Umbro também forneceu material ao clube entre 1997 e 2011, período que reforça o peso histórico da relação que a proposta alemã tenta superar.
A Gazeta Esportiva informou que a negociação faz parte do interesse da Adidas em voltar a ter presença forte no mercado paulista.
Para o Santos, a promessa é ampliar a distribuição de camisas e outros produtos, não apenas trocar o logotipo no uniforme.
O que muda para o Santos?
O que muda para o Santos é o alcance comercial da camisa. A proposta coloca o clube numa vitrine maior de varejo esportivo e chega num momento em que a receita de uniforme virou tema sensível para os times brasileiros.
Esse mercado está pressionado por mudanças em patrocínios e apostas. A TV Sim mostrou que clubes reagiram ao debate sobre o fim das bets no futebol.
Lula também disse que pretende acabar com as bets. Outra análise explicou por que a decisão sobre bets em MG pesa além do Mineirão.
No caso santista, o pano de fundo é ainda mais direto. O UOL informou em agosto que o clube enfrentava perda de cerca de R$ 20 milhões anuais com saídas de parceiros e tinha cinco espaços vagos no uniforme.
A mesma reportagem apontou que a receita do Santos subiu de R$ 407 milhões em 2023 para R$ 678,5 milhões em 2025, impulsionada pelo retorno de Neymar. O desafio, agora, é transformar audiência e marca em contratos mais previsíveis.
O que acontece agora
O que acontece agora é a resposta da Umbro. Se a fornecedora atual não igualar a oferta, o Santos deve avançar para assinar com a Adidas nos próximos dias e iniciar o planejamento das coleções de 2028.
Até lá, a camisa do Santos segue sob responsabilidade da Umbro. O clube ainda usa ações paralelas de marca, como a imagem de Pelé no uniforme em parceria com a NR Sports, empresa do pai de Neymar citada pelo ge.





























