O Ministério da Saúde, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e a Força Aérea Brasileira (FAB) iniciaram nesta quinta-feira (10) uma nova etapa da Operação Gota, que leva vacinas de avião a aldeias isoladas do Amazonas. Até 20 de setembro, a meta é imunizar 22 aldeias em Lábrea, Canutama e Tapauá, com 2,3 mil doses.
Como funciona a Operação Gota
A operação existe desde 1989 e é coordenada pelo Ministério da Saúde desde 1992, com logística 100% aérea. Aviões da FAB levam equipes da Sesai a aldeias do Médio Rio Purus sem acesso por estrada ou rio navegável o ano todo.
O imunizante varia conforme a faixa etária e a situação vacinal de cada aldeia. Estão disponíveis BCG, Hepatite B, Penta, pólio, rotavírus, pneumocócica, meningocócica, influenza, Covid-19, febre amarela, tríplice e tetra viral, varicela, dT, HPV4, VSR e profilaxia antirrábica, de bebês a adultos.
"A vacinação é fundamental em qualquer fase da vida", disse Lucinha Tremembé, secretária de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, sobre a importância de manter a cobertura vacinal atualizada nas aldeias atendidas pela operação.
O que a operação já entregou em 2026
Somando todas as etapas do ano, a Operação Gota já vacinou 8,4 mil indígenas em 121 aldeias, com 14 mil doses aplicadas por cerca de 67 profissionais de saúde.
A etapa que termina dia 20 representa quase um quinto das aldeias atendidas neste ano, em apenas dez dias.
O ritmo mais recente reflete o calendário fixado pela Sesai para o Médio Rio Purus, região amazonense onde o deslocamento fluvial fica mais difícil em certos períodos do ano, o que reforça a dependência da rota aérea nesta fase da operação.
O que acontece agora
As equipes seguem em Lábrea, Canutama e Tapauá até 20 de setembro, quando a Sesai deve divulgar o número final de aldeias e doses da etapa. Novas etapas da Operação Gota para outras regiões da Amazônia ainda não têm data.


























