Lula chamou a primeira-dama Janja para discursar de improviso neste domingo (2) na convenção do PT que o oficializou candidato à reeleição, no Expo Center Norte, em São Paulo. Antes disso, o presidente fez autocrítica por não haver nenhuma mulher no roteiro de falas e declarou: "Quem bate em mulher não vota em mim."
"Não é possível que a gente tenha esquecido de, no principal evento da nossa campanha, não ter colocado uma mulher para falar", afirmou Lula, antes de convidar a esposa: "Como a minha querida companheira Janja não estava no script, eu quero que ela, em nome das pessoas que participam do Pacto contra o Feminicídio, fale para as mulheres aqui."
Janja abriu a fala dizendo: "É difícil porque a gente precisa estar todo dia se reafirmando, não é, mulherada? Todo dia, todo dia." Ela citou a rotina de trabalho das mulheres brasileiras — "fazendo a marmita do marido, levando os filhos para a escola, trabalhando de sol a sol" — e disse que serão elas a garantir a reeleição de Lula.
O presidente reforçou o discurso contra a violência de gênero, afirmando que quer "construir uma sociedade que respeite a mulher" e recomendando que o homem, ao sentir raiva de uma mulher, lembre "de onde ele veio: da barriga de uma mulher".
O que mais aconteceu na convenção?
O evento confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente, repetindo a chapa vencedora de 2022, com apoio formal de PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede. Também discursaram o presidente do PT, Edinho Silva, e o ex-ministro Fernando Haddad. Se eleito, Lula cumprirá o quarto mandato aos 81 anos. Sobre o próprio legado, disse: "Quem fez pode prometer mais. Quem não fez não tem o que prometer. Essa é a lógica da nossa campanha."














