A Anvisa aprovou em 29 de julho o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida, a mesma substância do Ozempic, para o tratamento de diabetes tipo 2. As marcas Owozy, Seemasun, Zempneo, Semavy e Orsema ainda aguardam preço máximo definido pela CMED antes de chegar às farmácias.
Os cinco produtos foram registrados na dosagem de 1,34 mg/mL, em aplicadores pré-cheios de 1,5 mL (seis agulhas) ou 3 mL (quatro agulhas). Cada um é fabricado por uma empresa diferente: Owozy (Ávita Care), Seemasun (Sun Farmacêutica), Zempneo (Brainfarma), Semavy (Cosmed) e Orsema (Ranbaxy).
Segundo médicos ouvidos pela reportagem, apenas 28% dos pacientes elegíveis conseguem hoje manter financeiramente o tratamento com semaglutida. Uma redução de cerca de 35% nos preços, esperada com o aumento da concorrência, poderia elevar essa fatia para cerca de 45% — mas o impacto real depende da estratégia comercial de cada fabricante.
Os novos remédios vão entrar no SUS?
Não automaticamente. A aprovação da Anvisa autoriza a venda nas farmácias, mas a entrada no Sistema Único de Saúde depende de uma análise separada da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS), seguida de decisão do Ministério da Saúde.
Para que esses medicamentos foram aprovados?
Foram registrados para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 com controle inadequado, como complemento à dieta e aos exercícios físicos — a mesma indicação original do Ozempic, referência da classe.














