O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu inquérito para apurar a fraude identificada no concurso da Polícia Penal do estado e avaliar se as provas serão anuladas, segundo o G1. O esquema foi descoberto no domingo (13), dia da aplicação, e já levou à prisão de 12 pessoas em Natal e Mossoró.

Segundo a Polícia Civil do RN, o esquema usava equipamentos eletrônicos para transmitir respostas durante a prova. Em Mossoró, os candidatos utilizavam pontos eletrônicos para captar áudio; em Natal, um grupo resolvia as questões fora do local e enviava as respostas pelos mesmos dispositivos.

Os suspeitos podem responder pelo artigo 311-A do Código Penal, que criminaliza a utilização ou divulgação indevida de conteúdo sigiloso de concurso público. A pena prevista é de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

O concurso oferece 260 vagas imediatas, mais cadastro de reserva, para os cargos de Policial Penal e Especialista em Assistência Penitenciária. Os salários iniciais vão de R$ 3.500 a R$ 5.681,78, e a banca organizadora é o Instituto Avalia.

As inscrições ficaram abertas até 5 de agosto, com taxa de R$ 130. A prova objetiva teve 100 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada.

A operação da Polícia Civil teve apoio da Secretaria de Estado da Administração Penitenciária (Seap) e da Secretaria de Estado da Administração (Sead), as duas pastas responsáveis pelo concurso.

O gabarito preliminar estava previsto para sair nesta segunda-feira (14), um dia depois das prisões. Até a manhã desta terça (15), o cronograma seguia sem interrupção anunciada, e nenhuma decisão sobre anular as provas havia sido confirmada.

A identificação de suspeitos entre candidatos específicos não invalida automaticamente todo o concurso. Qualquer decisão sobre o prosseguimento do certame depende da análise dos órgãos responsáveis e da dimensão da fraude que for comprovada pela investigação.

O que acontece agora

A investigação da Polícia Civil segue para esclarecer as circunstâncias da fraude e uma eventual participação de outras pessoas. Enquanto isso, o Ministério Público avalia o pedido de anulação das provas, e os candidatos aprovados no gabarito aguardam a definição sobre o andamento do concurso.