A Caixa Econômica Federal começou a creditar R$ 13,04 bilhões de lucro do FGTS nas contas de 138,2 milhões de trabalhadores, com depósitos iniciados em 30 de julho e previsão de crédito na primeira quinzena de agosto. O valor corresponde a 89% do lucro de R$ 14,7 bilhões registrado pelo fundo em 2025.
A distribuição foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS em 28 de julho. Pela legislação, os recursos precisam estar nas contas vinculadas até 31 de agosto. O depósito é automático: não é preciso fazer pedido, e o dinheiro entra na conta do FGTS, não na conta-corrente do trabalhador.
Quem tem direito ao crédito?
Tem direito quem mantinha saldo em qualquer conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025, ativa ou inativa. Isso inclui trabalhadores com carteira assinada e também quem já deixou o emprego, mas manteve dinheiro parado no fundo. São 138,2 milhões de pessoas nessa situação.
O valor de cada um é proporcional ao saldo: quanto maior o dinheiro parado no fim de 2025, maior o crédito. O índice de distribuição é de 1,87% sobre o saldo. Para chegar ao valor exato, basta multiplicar o saldo de 31 de dezembro de 2025 por 0,01868341. Um saldo de R$ 1.000 rende R$ 18,68; R$ 5.000 viram R$ 93,42; e R$ 10.000, R$ 186,83.
Como consultar quanto você recebeu?
A consulta pode ser feita pelo aplicativo FGTS, disponível para Android e iOS, pelo Internet Banking da Caixa, no caso de correntistas, e nas agências da Caixa, com a emissão de extrato. No aplicativo, o lançamento aparece com a descrição "AC CRED DIST RESULTADO ANO BASE 12/2025".
O crédito não fica disponível para saque imediato. Ele passa a seguir as mesmas regras do restante do FGTS e só pode ser retirado nas situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria, compra de imóvel e doenças graves.
Com a distribuição, a rentabilidade total das contas do FGTS chega a 6,90%, resultado da TR mais 3% ao ano somados ao lucro repassado. O percentual supera em 2,53 pontos percentuais a inflação medida pelo IPCA.
Em 2025, o FGTS arrecadou R$ 212,56 bilhões e pagou R$ 190,4 bilhões em saques. A rescisão de contrato respondeu por 31,3% das retiradas, seguida do saque-aniversário, com 28,6%, e da habitação, com 14%. O fundo encerrou o ano com R$ 837,7 bilhões em ativos e patrimônio líquido de R$ 126 bilhões.














