As áreas sob alerta de desmatamento na Amazônia caíram 36,87% no ciclo encerrado em julho, para 2.874 km² — o menor volume desde o início da série histórica do sistema Deter, em 2016. O Cerrado também recuou, com queda de 7,8% no mesmo período, segundo dados do Inpe divulgados nesta sexta-feira (7).
Como os estados se saíram
Na Amazônia, o Pará segue na liderança em área sob alerta, com 987,27 km², mas teve queda de 25,5% ante o ciclo anterior. Mato Grosso somou 834,41 km² (recuo de 49%) e o Amazonas, 433,9 km² (queda de 46,7%). Acre e Rondônia também recuaram, 35,3% e 41,2% respectivamente. Roraima foi na contramão: os alertas ali subiram 32,5%, para 272,6 km². No Cerrado, a maior área sob alerta ficou no Maranhão (1.276,92 km²), seguido do Tocantins (1.189,9 km²), num total de 5.119,46 km² no bioma — abaixo dos 5.555 km² do ciclo anterior.
Por que a queda importa
Segundo o Observatório do Clima, que cruza os dados do Deter, os alertas na Amazônia somaram 19.642 km² nos quatro ciclos entre 2023 e 2026, cerca de 41% abaixo dos aproximadamente 33,4 mil km² dos quatro ciclos anteriores. "É um número extremamente positivo, importante para a floresta, para a imagem do país e para o clima no mundo. Enquanto grandes nações viram as costas para a agenda climática, o Brasil está colocando um resultado concreto na mesa", disse Marcio Astrini, secretário-executivo da organização. O Deter funciona como ferramenta de acompanhamento diário da cobertura florestal e orienta ações de fiscalização; a taxa oficial anual de desmatamento, calculada por outro sistema do Inpe, o Prodes, ainda não foi divulgada.














