Um ciclone-bomba deixou uma pessoa morta e cinco feridas no Rio Grande do Sul, além de danos em 118 municípios, segundo balanço divulgado pela Defesa Civil estadual nesta sexta-feira (7). O motociclista morreu ao ser atingido por uma árvore na rodovia RS-124, em Montenegro. Ventos passaram de 120 km/h em Porto Alegre.

A vítima trafegava de moto quando foi atingida por uma árvore que caiu sobre a pista. Dos cinco feridos, um se enroscou em fios elétricos em Novo Hamburgo, um militar foi atingido por um estilhaço dentro de uma viatura em Osório, e três tiveram ferimentos leves em Dom Feliciano.

Danos em 118 municípios

Segundo Ana Maria Hermes, diretora do Departamento de Gestão de Risco da Defesa Civil-RS, "a maior parte dos informes de danos nos municípios ocorreram em decorrência dos ventos. Um número menor de registros tem relação com chuva de granizo". Em Porto Alegre, ao menos 32 imóveis foram destelhados, houve dois desabamentos e sete árvores caíram. Em Pelotas, cerca de 200 imóveis ficaram sem telhado e um muro do presídio local desabou, sem feridos. Em Caçapava do Sul, parte do Mercado Marques desabou, e em Osório o telhado da Vila Olímpica foi arrancado. A Defesa Civil também registrou danos em Uruguaiana, Erechim e Chuí, além de granizo em Fazenda Vila Nova e Bom Retiro. Rajadas chegaram a 120,4 km/h no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e passaram de 100 km/h em Canoas e no Parque Eldorado.

Serviços afetados: trens e água

A Trensurb chegou a paralisar todas as estações na noite de quinta-feira (6) depois que uma árvore caiu sobre a rede aérea de energia ao norte da estação Sapucaia. A operação normal, entre Mercado e Novo Hamburgo, foi retomada apenas na madrugada desta sexta, após trabalho das equipes técnicas. A falta de energia também suspendeu o fornecimento de água nos bairros Rio Branco e Niterói, em Canoas, e deixou sem energia a Estação de Tratamento de Água São João e 12 estações de bombeamento em Porto Alegre, com risco de desabastecimento em 45 bairros da capital.

Segundo a Defesa Civil, o fenômeno já perdeu força. "Podemos ficar mais tranquilos, o ciclone já avançou e não representa mais grandes ameaças para a região", afirmou Hermes.