O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta sexta-feira (7), em sabatina do g1 e da GloboNews, que não privatizaria o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal nem as águas profundas da Petrobras, mas admitiu vender segmentos do gás da estatal se eleito. Ele também criticou as emendas parlamentares impositivas.

O que disse sobre as estatais

Questionado sobre vender partes da Petrobras, Caiado respondeu: "Depende. A Petrobras está deixando muito a desejar na área de gás". Na sequência, ponderou: "Você não pode desconhecer que a Petrobras, em relação a águas profundas, é a top do mundo hoje. Eu acho que (privatizaria) segmentos do gás, não a parte de águas profundas". Sobre o Banco do Brasil, foi direto: "De maneira alguma eu privatizaria o Banco do Brasil. O Banco do Brasil tem um poder ainda de contemplar, em regiões de maior carência no Brasil, o acesso a esse sistema de crédito". Disse ainda que manteria a Caixa Econômica Federal sob controle da União.

Crítica às emendas parlamentares

Caiado disse que governaria "tranquilamente" com as emendas parlamentares, mas defendeu concentrá-las em obras do seu plano de governo. "Na minha época, nunca teve uma emenda impositiva enquanto fui senador e deputado. Nunca vi emenda impositiva. Então, essa é a desestruturação do presidencialismo", afirmou, citando o número de parlamentares do Congresso: "Não posso ter 594 planos de governo". Segundo ele, o Executivo apresentaria obras por setor para os parlamentares aplicarem suas emendas. "Vou direcionar 100% nas obras do governo, do meu plano de governo, eleito pela população", disse.