A Advocacia-Geral da União (AGU) se reuniu nesta sexta-feira (7) com representantes do Discord para avaliar propostas de adequação à legislação brasileira. O próprio Discord procurou o governo depois que o advogado-geral Jorge Messias anunciou, na quinta (6), que pediria à Justiça a retirada da plataforma do país.
A AGU pode agora decidir entre dois caminhos: fechar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que fixaria obrigações ao Discord sem decisão judicial imediata, ou seguir com a ação civil pública já anunciada. Nenhum prazo foi estabelecido para essa decisão.
O caso que motivou a cobrança do governo é a morte de uma adolescente de 13 anos, induzida a se automutilar durante uma transmissão ao vivo na plataforma, segundo o Ministério da Justiça. Em caso de pensamentos suicidas, o Centro de Valorização da Vida (CVV) atende gratuitamente pelo telefone 188, 24 horas por dia.
A primeira-dama Janja da Silva defendeu publicamente a suspensão do serviço: "A gente precisa retirar imediatamente o Discord do ar." Já Messias, ao anunciar a ação, disse que a plataforma "não tem compromisso com a legislação brasileira".
O que já mudou no Discord
Desde março de 2026, a plataforma passou a exigir confirmação de idade — por reconhecimento facial ou envio de documento — para liberar acesso a conteúdo adulto ou alteração de configurações de segurança.














