O candidato do PT ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias, voltou a defender nesta quinta-feira (24) que os professores estaduais recebam o piso salarial nacional integral, de R$ 5.130,63, em sabatina do Estado de Minas, Uai e TV Alterosa.
Hoje, o piso nacional (PSPN) vale para jornada de 40 horas semanais. O magistério mineiro trabalha 24 horas e recebe de forma proporcional, com piso estadual em R$ 3.078,50.
Eu fui advogado do sindicato dos professores, fui professor durante muitos anos na Universidade Católica, na Faculdade de Direito, na Escola de Serviço Social. O magistério exige tempo. Professores e professores exigem tempo para ler, para estudar, para preparar bem as suas aulas, para ter contato, convívio com os seus alunos e alunas.
A posição não é nova: Patrus já a havia defendido no sábado (19/9), quando assinou carta-compromisso com o Sind-UTE/MG. Segundo ele, as 40 horas seriam cumpridas com 24 em sala de aula e o restante dedicado ao preparo das aulas.
Sobre a viabilidade fiscal da medida, Patrus disse que vai buscar novas fontes de arrecadação. "O estado de Minas Gerais tem empresários, grandes empresas, em torno de 20 grandes empresas mais poderosas que não pagam impostos, R$ 26 bilhões de isenções fiscais.
Vamos repassar e vamos abrir as contas públicas, como fizemos na prefeitura de Belo Horizonte, em um governo onde prevalece a ética e a honestidade, o dinheiro começa a aparecer", prometeu o ex-prefeito de Belo Horizonte.
A dívida de Minas Gerais com a União, de cerca de R$ 180 bilhões, é um dos temas que mais dividem os candidatos ao governo do estado.
Em setembro, Patrus já havia rebatido críticas do adversário Kalil sobre como lida com a dívida estadual, citando o IPTU cobrado na gestão do rival em Belo Horizonte.
O que acontece agora
A eleição em Minas Gerais tem primeiro turno marcado para 4 de outubro. Patrus não detalhou um cronograma para aplicar o piso integral, caso seja eleito.





























