Jogadores do Flamengo criticaram duramente o gramado do Maracanã depois da classificação sofrida para a semifinal da Libertadores, com empate por 1 a 1 contra o Independiente del Valle nesta quinta-feira (17). Léo Ortiz, Arrascaeta e o goleiro Rossi reclamaram do campo na zona mista.

Léo Ortiz classificou o gramado como "praticamente impraticável" e disse que a situação ajuda a explicar a defesa do campo sintético no Brasil.

Por isso que as pessoas falam do sintético e às vezes tem que dar razão para elas, porque um gramado como esse motiva muito a ter o sintético

O zagueiro fez questão de separar a crítica do resultado da partida. "A gente foi pior que eles em todos os fatores do jogo, mental, físico, técnico, tático", afirmou, evitando usar o campo como desculpa.

Por que o gramado virou alvo

Para Léo Ortiz, o principal responsável pela expansão do sintético no país são justamente as condições ruins dos gramados naturais, não o gosto dos clubes pela superfície artificial.

"O maior culpado por ter muito sintético hoje no Brasil são os gramados naturais estarem desse jeito", disse o zagueiro, que também mencionou a chegada de um jogo da NFL ao Maracanã como fator que deve agravar ainda mais o piso.

Arrascaeta, autor do gol que garantiu a vaga do Flamengo, avaliou que o campo prejudicou a equipe. "A gente vem sofrendo muito nesses últimos jogos, o campo está cada vez pior", disse o uruguaio, que depende da posse de bola para jogar.

Já o goleiro Rossi resumiu a insatisfação do elenco. "Inacreditável estar com um campo assim", declarou.

O que acontece agora

Com a vitória na Libertadores, o Flamengo chega à 5ª semifinal do torneio em 8 anos e enfrenta o Estudiantes na próxima fase, conforme definido pelo chaveamento das semifinais.

As críticas ao gramado se somam a outro debate recente sobre o time titular do Flamengo. Em outra partida do returno, a escalação de Paquetá no lugar de Arrascaeta também gerou explicações da comissão técnica.