Os governadores eleitos em 2026 vão receber salários definidos por lei em cada estado, com teto de R$ 46.366,19. Segundo levantamento do Valor, Sergipe paga o maior subsídio do país, no limite permitido, enquanto o Rio Grande do Norte tem o menor, com R$ 21.914,76.
A diferença ajuda a dimensionar uma parte pouco visível da disputa estadual.
Conforme o levantamento, o subsídio de Sergipe é de R$ 46.366,19. Acre e Minas Gerais aparecem em seguida, ambos com R$ 41.845,49, valor que coloca o estado mineiro no grupo de maior remuneração do Executivo estadual.
Na ponta de baixo, o Rio Grande do Norte paga R$ 21.914,76. Pernambuco vem logo depois, com R$ 22.000,00, e o Ceará aparece com R$ 22.878,41. Entre o maior e o menor valor, a distância é de R$ 24.451,43 por mês.
Quem define o salário de governador?
Quem define o salário de governador é a legislação estadual, aprovada em cada unidade da federação. O Valor informa que conferiu os valores em leis estaduais ou com assessorias de comunicação dos governos.
A regra nacional impõe um limite. Pela Emenda Constitucional nº 19, citada no levantamento, os subsídios fixados pelas Assembleias Legislativas não podem ultrapassar o que recebem os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Esse teto é o ponto que explica por que Sergipe aparece no topo da lista. Segundo o Valor, o subsídio dos ministros do STF em 2026 é de R$ 46.366,19, valor definido pela Lei nº 14.520/2023.
O que isso muda na eleição de 2026?
O que muda na eleição de 2026 é o contexto de escolha para os cargos estaduais. Serão eleitos 27 governadores, e o salário é só uma parte das atribuições que acompanham o cargo.
A disputa estadual já aparece em diferentes frentes da campanha. Em São Paulo, Tarcísio prometeu 120 mil moradias; em Minas, Cleitinho buscou união no palanque; no Ceará, Ciro tenta voltar ao governo.
Para o eleitor, o número mostra que o cargo combina remuneração alta, mandato de quatro anos e poder direto sobre serviços estaduais. O dado também permite comparar estados que tratam o mesmo cargo com pisos muito diferentes.
Por que a diferença é tão grande?
A diferença é grande porque cada estado fixa o próprio subsídio, desde que respeite o teto nacional. O levantamento mostra que a margem política local pesa tanto quanto a regra constitucional.
O contraste entre Sergipe e Rio Grande do Norte é o retrato mais claro dessa margem. Um estado paga o limite máximo permitido; o outro fica abaixo da metade desse valor, embora ambos tenham o mesmo cargo formal.





























