O instituto PoderData divulgou na quinta-feira (17) uma pesquisa que mostra o presidente Lula (PT) com 37% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio Bolsonaro (PL). Augusto Cury (Avante) aparece em terceiro lugar, com 8% das intenções de voto.

A diferença entre Lula e Flávio está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, o que caracteriza um empate técnico entre os dois primeiros colocados.

A pesquisa foi feita entre 13 e 16 de setembro, com 3.000 entrevistados, e tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança. O registro no TSE é BR-00360/2026.

Depois de Cury, aparecem Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%; Hertz Dias (PSTU), com 2%; e Zema (Novo) e Pablo Marçal (PRTB), cada um com 1%. Brancos e nulos somam 4%, e 2% dos entrevistados não souberam responder.

Cury não é um fenômeno de uma pesquisa só. O psiquiatra e escritor, candidato pelo Avante, assumiu o terceiro lugar nas pesquisas presidenciais no fim de agosto e mantém a posição desde então, à frente de nomes com estrutura partidária maior, como Caiado e Zema.

Seu programa inclui taxar apostas esportivas em 50% e cortar até dez ministérios. A proposta de dividir o BNDES em dois já gerou embate: o presidente do banco, Aloizio Mercadante, rebateu o plano de Cury nesta semana.

Ainda que Lula e Flávio dividam a liderança, a soma dos dois não chega à metade do eleitorado, e um terço dos entrevistados está distribuído entre outros seis candidatos, brancos, nulos e indecisos.

Um levantamento do Datafolha, feito entre 8 e 10 de setembro, havia mostrado Lula com 39% e Flávio com 35% no primeiro turno. A aproximação entre os dois aparece nas pesquisas dos dois institutos, ainda que os números não sejam diretamente comparáveis entre si.

O que acontece agora

A eleição só termina no primeiro turno se um candidato tiver mais da metade dos votos válidos, sem contar brancos e nulos, regra que vale para presidente, governador e prefeitos de cidades com mais de 200 mil eleitores. A votação é em 4 de outubro.

Sem maioria absoluta, os dois candidatos mais votados disputam o segundo turno três semanas depois, no dia 25 de outubro.