O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou na noite desta sexta-feira (28) o oftalmologista Cláudio Lottenberg como futuro ministro da Saúde em um eventual governo seu. O anúncio veio durante sabatina do pré-candidato à Presidência na TV Globo, exibida após o Jornal Nacional. Lottenberg preside o conselho do Hospital Israelita Albert Einstein.
Quero anunciar que conversei com uma pessoa que trabalhou por muito tempo na iniciativa privada e que será meu ministro da Saúde: o doutor Cláudio Lottenberg.
Flávio disse que pretende transformar o SUS ao aproveitar práticas do setor privado. A indicação vale como promessa de campanha e só se concretiza se o senador vencer a eleição presidencial.
Aos 65 anos, Lottenberg é formado em oftalmologia pela Unifesp, com mestrado e doutorado na área. Preside também o Instituto Coalizão Saúde e a Conib (Confederação Israelita do Brasil) e foi secretário de Saúde de São Paulo em 2005, na gestão José Serra.
O nome de Lottenberg também ficou associado à polêmica da cloroquina durante a pandemia de Covid-19. Ele classificou como “no mínimo, um absurdo” a prescrição indiscriminada do medicamento a pacientes com o vírus, tratamento defendido publicamente pelo então presidente Jair Bolsonaro, pai do senador.
Para o médico, faltava ao governo da época um plano sustentável, uma visão de governança estruturada e um plano de comunicação adequado diante da crise sanitária. Lottenberg cobrava mais entendimento entre os diferentes níveis de governo na resposta à pandemia.
Relembre o caso
A gestão de Flávio nos hospitais federais do Rio na pandemia já foi criticada pelo governo atual. Em fevereiro, o ministro Alexandre Padilha disse à CNN que a família Bolsonaro foi responsável pelo “maior apagão que existiu nos hospitais federais do Rio de Janeiro”.
Padilha citou como resposta o desempenho do SUS sob o governo atual: 14,8 milhões de cirurgias eletivas em 2025, alta de mais de 40% frente à gestão anterior.
O país também chegou a 316 mil leitos de internação em funcionamento, 7 mil a mais do que havia ao fim do governo Bolsonaro.
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O anúncio integra a série de sabatinas que a TV Globo promove com pré-candidatos entre 24 e 29 de agosto. A emissora convidou os seis nomes mais bem colocados na pesquisa Quaest de 14 de agosto.
A mesma série já rendeu repercussão: na quinta-feira (27), o pré-candidato Renan Santos defendeu o uso de arma nuclear e disse que não cumpriria decisões do STF, segundo reportagem da TV Sim Brasil.
O que acontece agora
A rodada de sabatinas com pré-candidatos à Presidência na TV Globo se encerra neste sábado (29). Lottenberg ainda não se manifestou publicamente sobre o convite para integrar um eventual governo Flávio Bolsonaro.


























