A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu de 47% para 48%, enquanto a reprovação ficou estável em 50%, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17/9), a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais.
Na pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, o cenário era de 50% de reprovação e 47% de aprovação, com 3% de indecisos. A diferença entre os dois grupos, que era de três pontos percentuais, caiu para dois, dentro da margem de erro.
A avaliação do governo também ficou dentro da margem de erro: a parcela que considera a gestão ótima ou boa subiu de 32% para 34%, enquanto quem via como regular caiu de 25% para 23%.
| Avaliação | 17/9 | 11/9 |
|---|---|---|
| Ótima ou boa | 34% | 32% |
| Regular | 23% | 25% |
| Ruim ou péssima | 42% | 42% |
A rodada começou a ouvir eleitores na terça (15/9), dia em que o Supremo Tribunal Federal discutiu se o ministro Alexandre de Moraes deve ser investigado por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, relator do caso do Banco Master.
A sessão foi interrompida por um pedido de vista, sem decisão. A oposição tem explorado o episódio para associar a imagem de Moraes à de Lula, em meio à crise interna do Supremo.
A pesquisa também foi concluída antes de o governo anunciar o reajuste de 15% do Bolsa Família, dos atuais R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro. O custo adicional ao Orçamento de 2027 será de R$ 22,7 bilhões.
O anúncio foi feito sem aviso prévio, no Palácio do Planalto, e Lula não discursou no evento. Em nota, o presidente disse que o reajuste é "o governo federal cuidando de quem mais precisa".
O Datafolha entrevistou presencialmente 2.002 eleitores entre terça e quinta, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
O levantamento foi contratado por Globo e Folha de S.Paulo e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-04029/2026.
Como fica a avaliação do governo
Nos últimos meses, aprovação e reprovação oscilaram pouco: em agosto, o Datafolha media 50% de reprovação e 48% de aprovação; em junho, 49% e 48%. A diferença nunca saiu de uma faixa estreita, sempre próxima da margem de erro.
O que a próxima pesquisa vai medir
A pesquisa foi concluída antes do anúncio do reajuste do Bolsa Família e antes de o STF avançar no caso que liga Alexandre de Moraes a Daniel Vorcaro.
Se algum dos dois fatos vai mexer na avaliação do governo, a resposta só aparece na próxima rodada do Datafolha.



































































