Uma pesquisa da Nuvemshop em parceria com a Opinion Box, apresentada no D2C Summit, mostra que 46% dos consumidores online brasileiros já usaram ferramentas de inteligência artificial, como ChatGPT e Gemini, para ajudar a decidir uma compra feita pela internet.
Apenas 1,3% começam a busca por produtos nessas ferramentas.
Google, marketplaces e redes sociais continuam sendo as principais portas de entrada da pesquisa de compra. A IA aparece mais tarde, quando o consumidor já está comparando opções e se aproximando da decisão final.
Para que os consumidores usam a IA na hora de comprar?
Entre quem usa IA para compras, 48,19% comparam dois ou mais produtos com a ferramenta. Outros 46,89% tiram dúvidas técnicas, 36% pedem sugestões de produtos e 32% procuram ofertas.
Na prática, uma pessoa que antes abriria várias páginas para comparar preço, especificações e avaliações pode concentrar parte dessa pesquisa numa única conversa com a IA. E as perguntas estão ficando mais específicas.
No Modo IA do Google, as consultas são, em média, de duas a três vezes mais longas que as buscas tradicionais. Em vez de digitar só o nome de um produto, o consumidor explica o que procura, quanto pretende gastar e quais características importam.
Isso muda a forma como as marcas precisam pensar a descoberta de produtos. Não basta aparecer quando alguém procura pelo nome da categoria: a marca também precisa estar presente nas informações que a IA usa para comparar alternativas.
O que acontece agora
O uso de IA em compras deve crescer à medida que ferramentas como o ChatGPT ganham recursos de pagamento automatizado, ainda não liberados no Brasil, e protocolos de comércio via IA avançam entre grandes empresas de tecnologia.
O Google já apresentou um protocolo para integrar assistentes de IA a transações de compra, movimento que deve pressionar lojas a se adaptar. A IA também já é usada para encontrar cupons de desconto no país.





























