A Meta lançou em 8 de setembro o Muse, seu primeiro agente de IA pessoal, disponível só nos Estados Unidos. Em 16 dias, o produto ajudou a elevar as ações da empresa em 25,8% na Nasdaq, e a Meta passou a valer US$ 1,97 trilhão.
As ações saíram de US$ 613,48 para US$ 771,96 entre 8 e 23 de setembro. Na segunda-feira (21/9), dispararam 11,43% num único pregão, a maior alta diária da Meta em mais de um ano.
O Muse já soma mais de 2,5 milhões de downloads e chegou ao 1º lugar entre os aplicativos gratuitos mais baixados na App Store dos Estados Unidos. Segundo a Meta, ainda não há previsão de o assistente chegar ao Brasil.
A empresa descreve o Muse como um "agente de IA pessoal seguro e privado que ajuda de forma proativa os objetivos das pessoas e sugere ideias".
Como o Muse funciona
O Muse roda numa estrutura em nuvem, dentro de máquinas virtuais, e controla o navegador para executar as tarefas que o usuário pedir. Ele se conecta a e-mails e calendários e, em breve, terá endereço de e-mail próprio.
A ferramenta é alimentada pelo Muse Spark, modelo de IA multimodal da Meta lançado em abril. Tem cinco abas: chat principal, feed de interesses, exemplos de prompts, lista de metas e uma seção de arquivos e mídias.
O chat principal usa uma única thread para todas as ações, ao contrário do Grok Bot, da SpaceXAI, que abre uma thread para cada tarefa. Um feed próprio mostra tudo o que já foi feito, com dia e horário.
Na quarta-feira (23/9), a Meta anunciou que o Muse ganhará um modo de voz com respostas instantâneas e um avatar personalizável. O bot vai operar em segundo plano enquanto o usuário ainda conversa com ele.
O lançamento marca a entrada da Meta no mercado de agentes autônomos, hoje disputado por nomes como Hermes, da Nous Research, o ChatGPT, da OpenAI, e Claude Cowork, da Anthropic.
O que isso muda para quem usa Instagram e WhatsApp no Brasil
O Muse ainda não roda no país, mas a base da estratégia já está aqui. O Meta AI, assistente mais simples da empresa, chegou ao Brasil em outubro de 2024 e está integrado a WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger.
O Muse é o passo seguinte dessa mesma aposta. É um assistente capaz de agir por conta própria, não só de responder perguntas.
A distância entre os dois produtos mostra onde a Meta quer levar sua IA quando decidir trazer o Muse para fora dos EUA.





























