O Brasil e os Estados Unidos terão uma nova rodada de negociação sobre o tarifaço de até 37,5% imposto às exportações brasileiras, em encontro à margem do G20 marcado para os dias 30 de setembro e 1º de outubro, em Milwaukee, nos EUA.
A delegação brasileira será formada pelo chanceler Mauro Vieira e pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. Do lado americano, a reunião será com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer.
Em julho, o USTR aplicou uma sobretaxa de 25% sobre produtos como aço, calçados, açúcar e etanol. Alegou que o Brasil restringia o comércio sem justificativa. Na sequência, veio mais uma tarifa de 12,5%, sob a acusação de falha no combate ao trabalho forçado.
A soma das duas chega a 37,5% sobre boa parte da pauta exportadora.
Em 21 de agosto, os presidentes Lula e Trump tiveram uma ligação de cerca de 80 minutos, chamada de cordial, que abriu um novo canal de diálogo. Dez dias depois, Rosa e Greer fizeram uma reunião virtual para iniciar a renegociação.
“Há diferença entre retomar a conversa e mudar o custo de exportar”, disse o especialista em comércio exterior Jackson Campos.
Campos aponta três fatores que decidem o resultado: quais produtos, qual alíquota e a partir de quando entra em vigor. Sem esses três dados, o país corre o risco de comemorar uma retomada de conversa que ainda não muda o preço de exportar.
Paralelamente, o Brasil também levou o caso à Organização Mundial do Comércio, onde fez perto de 50 perguntas aos EUA sobre a medida.
O prazo de 60 dias que esse processo na OMC ganhou nesta semana corre em paralelo às tratativas diretas com Washington.
O que acontece agora
A reunião em Milwaukee está marcada para os dias 30 de setembro e 1º de outubro. Rosa confirmou o encontro em 14 de setembro e disse que as equipes já trocavam documentos, sem detalhar o conteúdo.
Não há confirmação de acordo fechado nem de redução tarifária a partir do encontro.





























