O novo CEO do Citi no Brasil, André Cury, disse à CNN que a Selic deve demorar mais que o previsto para cair, mesmo após o quinto corte seguido do Banco Central. Para ele, a inflação alta é hoje o maior desafio do país.

Trabalhadores em canteiro de obras no Brasil
O CEO do Citi no Brasil diz enxergar resiliência no empresariado brasileiro mesmo com juros altos Foto: Agência Brasil

O Copom voltou a reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual em 16 de setembro, para 13,75% ao ano, a quinta queda seguida. No mesmo dia, o Federal Reserve elevou os juros dos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4%.

Mesmo em queda, o Brasil segue com a maior taxa de juros reais do mundo, o valor descontada a inflação. Cury avalia que a normalização das taxas no país deve demorar mais do que o mercado esperava no início do ano.

Aqui no Brasil, a taxa de juros que era esperada no começo do ano ter uma redução mais acelerada, ela acabou ficando mais alta do que era o esperado. Infelizmente, a taxa de juros vai demorar um pouco mais para ser reduzida.

Até janeiro, o mercado via a Selic terminando o ano poucos pontos acima de 12%. As estimativas pioraram a partir de abril, com o temor inflacionário ligado ao choque de energia da guerra entre Estados Unidos e Irã.

O que o Citi vê de oportunidade no Brasil?

Até o último Copom, o mercado esperava que aquele pudesse ser o último corte do ano. Depois da decisão, o Boletim Focus passou a admitir mais uma redução da Selic até o fim de 2026.

Apesar do cenário de juros altos, Cury diz enxergar "muitas oportunidades" no mercado brasileiro. "O empresariado brasileiro, ele é muito resiliente, muito sofisticado e já passou por inúmeros desafios como esse", afirmou o executivo à CNN Money.

O que acontece agora

O mercado aguarda o próximo Boletim Focus e a decisão seguinte do Copom para saber se o corte de 0,25 ponto se repete até o fim do ano.