O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez 52 viagens pelo país até oficializar a candidatura à reeleição, e apenas uma foi à região Norte: Manaus, em maio. As demais 47 foram a São Paulo, Rio de Janeiro ou Minas Gerais.
Os 3 estados concentram 63,34 milhões de eleitores, segundo o TSE. Minas Gerais é o 2º maior colégio eleitoral do país, com 16,4 milhões de eleitores, e é considerado "estado-pêndulo". Bahia é o 4º maior colégio eleitoral, com 11,3 milhões de eleitores.
A escolha por concentrar agenda no Sudeste já era estratégia declarada da campanha: Lula e o adversário Flávio Bolsonaro miram a região como a mais indecisa da eleição.

A tabela abaixo mostra a distribuição das viagens por estado.
| Estado ou região | Viagens em 2026 | Peso eleitoral |
|---|---|---|
| São Paulo | 24 | Maior colégio eleitoral do país |
| Rio de Janeiro | 15 | 3º maior colégio eleitoral |
| Minas Gerais | 8 | 2º maior colégio eleitoral, "estado-pêndulo" |
| Bahia | 8 | 4º maior colégio eleitoral, reduto histórico do PT |
| Região Norte (Manaus) | 1 | Onde o PT tem mais dificuldade histórica |
Na Bahia e no Ceará, onde Lula também investiu viagens, pesquisas recentes indicam empate técnico entre os candidatos apoiados pelo presidente e os adversários. Isso ecoa um padrão mais amplo: o Nordeste perde força para o PT à medida que o Sudeste ganha peso.
Como estão as disputas nos estados que Lula mais visitou?
Em Minas Gerais, o Datafolha ouviu 1.204 eleitores entre 22 e 24 de setembro, a pedido de Folha e Globo, cenário estimulado, margem de 3 pontos, confiança de 95% (TSE MG-07400/2026).
Cleitinho lidera com 40% no 1º turno e chega a 60% contra 23% de Patrus Ananias (PT) num 2º turno simulado. Uma dessas viagens a Minas leva Lula à capital mineira dois dias antes da eleição, em ato com Patrus.
O que acontece agora
A campanha de Lula incluiu o Pará na reta final antes do 1º turno, marcado para domingo (4), corrigindo parte do desequilíbrio regional apontado pelo Poder360.
O Norte é, segundo o levantamento, a região onde o PT historicamente tem mais dificuldade eleitoral, não onde tem sua base mais fiel.





























