O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai permitir que eleitores baixem e ativem o e-Título no dia da votação, no 1º turno (4 de outubro) e no 2º turno (25 de outubro). O anúncio é do presidente da corte, Kassio Nunes Marques.
Em eleições anteriores, o download e a ativação do aplicativo eram suspensos no dia do pleito para evitar sobrecarga do sistema. Segundo o TSE, melhorias na infraestrutura tornam o bloqueio desnecessário neste ano.
Por que o bloqueio existia
A restrição tinha um motivo concreto. Em maio de 2022, os portais da Justiça Eleitoral ficaram instáveis por excesso de acessos: só até as 17h daquele dia, 431 mil atendimentos de regularização de título haviam sido concluídos.
Eleitores relataram nas redes sociais dificuldade para abrir o e-Título e checar informações básicas, como local de votação e zona eleitoral. Quem não conseguia acessar era orientado a procurar um cartório eleitoral presencialmente.
É esse histórico de instabilidade que torna a liberação deste ano uma aposta: o TSE testa, ao vivo, se a infraestrutura aguenta o pico de acessos que travou o sistema há quatro anos.
O aplicativo já foi tema de outro alerta da Justiça Eleitoral neste mês: o e-Título só substitui o RG e a CNH na hora de votar para quem tem foto biométrica cadastrada.
O que muda na prática
Mais de 60 milhões de pessoas usam o e-Título hoje, segundo a assessora-chefe de Gestão de Identificação do TSE, Marília Loyola. Para dar conta da demanda, o tribunal criou o Espaço e-Título, no subsolo da sede, reunindo servidores e equipes de suporte.
Kassio disse que uma equipe ficará em prontidão até o fim do 2º turno.
A preparação técnica do TSE também passou por simulações práticas. Em agosto, o tribunal e o TRE-MA simularam uma eleição no Maranhão para testar as urnas antes de outubro.
Apesar da liberação, a Justiça Eleitoral recomenda baixar e ativar o e-Título com antecedência, para evitar concentração de acessos e conferir os dados cadastrados com calma.
No dia da votação, o eleitor também precisa ficar atento a outras regras, como a proibição do celular dentro da cabine e o que é permitido levar como anotação.
O ponto em aberto
A liberação reduz a dependência de conexão prévia, mas não resolve todo o problema de acesso. Quem não tem smartphone ou internet no dia depende de documento físico ou do cartório. O teste real vem em 4 de outubro, no pico de acessos do ano.





























