O instituto Datafolha divulgou nesta quinta-feira (24) pesquisa que mostra Lula (PT) com 47% das intenções de voto no 2º turno, contra 45% de Flávio Bolsonaro (PL). A diferença de dois pontos está dentro da margem de erro, a uma semana da eleição.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre 22 e 23 de setembro, contratado por TV Globo e Folha de S.Paulo, com margem de erro de dois pontos e 95% de confiança. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00304/2026.

No 1º turno, Lula tem 40% das intenções de voto, contra 36% de Flávio. Augusto Cury (Avante) aparece com 5%, Ronaldo Caiado (PSD) com 4%, e Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) somam 4% juntos. Brancos, nulos e indecisos somam os 7% restantes.

Um mês atrás, a diferença entre os dois no 2º turno era o dobro da atual. A primeira pesquisa Datafolha da propaganda eleitoral, em 21 de agosto, mostrava Lula com 47% contra 43% de Flávio, vantagem de quatro pontos.

Em um mês, a distância entre os dois no 2º turno caiu à metade.

A uma semana da votação, as duas campanhas miram o mesmo objetivo: vencer a disputa já no 1º turno, sem precisar do 2º. Nenhum dos dois passa de 50% dos votos válidos nas pesquisas atuais.

A campanha de Lula combina o pedido de voto útil com mobilização entre eleitores de baixa renda, mulheres e moradores do Nordeste, grupos em que o presidente já tem mais força.

Em comício no Recife nesta sexta-feira (25), o petista chamou Flávio de traidor e disse que ele integra uma "quadrilha que assaltou" o INSS.

Flávio, por sua vez, mira os eleitores de Cury, Caiado, Renan Santos e Zema, de direita e centro-direita. O PL intensificou nas redes o pedido para que eleitores antipetistas antecipem no 1º turno o voto que dariam a ele só numa eventual segunda rodada.

Outros quatro institutos divulgaram pesquisas de 2º turno na mesma semana. A maioria também aponta cenário apertado entre Lula e Flávio, dentro ou perto da margem de erro, no mesmo padrão da simulação mais recente do Datafolha.

A rejeição a Flávio também ajuda a explicar o cenário. No início de setembro, a rejeição a Flávio já superava a de Lula, segundo o próprio Datafolha, o que reduz a margem de crescimento do senador fora do eleitorado bolsonarista.

O que acontece agora

O 1º turno da eleição presidencial acontece em 4 de outubro. Até lá, Lula e Flávio disputam os eleitores das candidaturas menores, que somam cerca de 13% dos votos no cenário atual de 1º turno.