Os cartórios eleitorais do país começaram esta semana a preparar e lacrar as urnas eletrônicas usadas na eleição de 4 de outubro. Na Baixada Santista (SP), mais de 4,3 mil aparelhos passam pelo processo, aberto à fiscalização pública até 30 de setembro.

Qualquer pessoa pode acompanhar mediante documento com foto, segundo o g1. Partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), o Ministério Público e outras entidades também fiscalizam a preparação.

Os sistemas de segurança são carregados nas urnas com os dados da eleição, como candidatos, números e cargos. Depois, as urnas são lacradas e passam por uma auditoria que emite a "zerésima".

A zerésima é o documento que comprova que nenhum voto foi registrado antes do início do pleito. Só então os aparelhos seguem para os locais de votação.

Como funciona a lacração em todo o país?

A preparação local é a segunda etapa de um processo que começou em Brasília. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu em 4 de setembro a cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais nacionais.

É essa base nacional que os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) usam para preparar fisicamente cada urna, estado por estado.

"A segurança do processo eleitoral não decorre de um único mecanismo, mas da combinação de diferentes camadas de proteção", disse o ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, na cerimônia.

Júlio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, afirmou que a preparação levou dois anos: "Robustecemos esses sistemas, testamos longamente."

O ritmo se repete estado a estado. Em Minas Gerais, o TRE-MG começou a carga de 55,8 mil urnas nesta semana, cada uma identificada por zona eleitoral, município, local de votação e seção.

É esse processo, repetido cartório por cartório e aberto à fiscalização pública, que sustenta a confiabilidade do sistema, não um mecanismo único e secreto.

Em São Paulo, o eleitor vai escolher entre mais de 2.600 candidatos nesta eleição: 67% homens e 33% mulheres. Serão seis votos na urna: deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente.

O que acontece agora

A fiscalização pública da preparação das urnas segue até 30 de setembro. Depois de lacradas, elas são distribuídas aos locais de votação a tempo do primeiro turno, em 4 de outubro.

Um eventual segundo turno acontece em 25 de outubro. A urna eletrônica brasileira nunca teve fraude comprovada em 30 anos de uso.

O eleitor que quiser levar uma colinha para a cabine de votação precisa saber que o celular é proibido no local.