O dólar fechou em alta de 0,48% nesta quinta-feira (24), cotado a R$ 5,19, segundo o Metrópoles. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caiu 0,99%, aos 183,9 mil pontos, pressionado pela disparada do petróleo e pela alta dos juros dos títulos do Tesouro americano.

O petróleo tipo Brent, referência internacional, avançou 3,41%, a US$ 106,60 o barril. O WTI, que baliza o mercado americano, subiu 2,66%, a US$ 94,61. Foi o segundo dia seguido de alta, depois de cinco quedas consecutivas.

Os preços chegaram a subir mais no pregão, mas recuaram com notícias sobre negociação entre Estados Unidos e Irã: os dois países discutiriam um acordo em etapas para reabrir o Estreito de Ormuz em troca do fim do bloqueio econômico americano.

A commodity já tinha disparado 3% na véspera, após Trump e o Irã trocarem ameaças na ONU. O item segue como o principal fator de pressão sobre o câmbio nesta semana.

A tensão também vem dos Estados Unidos. O juro dos Treasuries de 10 anos, referência global, está na máxima desde 2007, segundo João Vitor Saccardo, da mesa de renda variável da Convexa.

A alta do Treasury de 10 anos é ocasionada pela atividade econômica americana forte e depois de falas duras de dirigentes do Federal Reserve, o banco central dos EUA.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis moedas fortes, subia 0,13%, aos 101,26 pontos, por volta das 16h45.

Entre os três fatores de pressão sobre o mercado (petróleo, juro americano e eleições no Brasil), só a corrida eleitoral não pesou de forma expressiva nesta quinta.

O mercado também observava a reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, nesta quinta. A expectativa era por sinais sobre comércio internacional e inteligência artificial entre as duas potências.

O valor desta quinta ainda está abaixo do pico do ano: o dólar bateu R$ 5,31 em 23 de março, a cotação mais alta de 2026.

Na semana passada, a moeda havia oscilado entre R$ 5,10 e R$ 5,16. Os R$ 5,19 desta quinta são o maior valor desde então.

O que acontece agora

O mercado segue de olho no desfecho da negociação entre EUA e Irã sobre o Estreito de Ormuz e nos próximos sinais do Federal Reserve sobre juros. Qualquer avanço nas conversas tende a aliviar o petróleo e, com ele, a pressão sobre o câmbio.