O Festival Cineastas de São Paulo dedica, de 24 a 30 de setembro, uma mostra retrospectiva à diretora Juliana Rojas, que tem 45 anos e mais de duas décadas de cinema. A entrada inteira custa R$ 20, no Espaço Petrobras de Cinema.

A programação vai dos primeiros trabalhos de faculdade até "Cidade; Campo" (2024), seu longa mais recente, premiado na direção na mostra Encounters do Festival de Berlim.

Rojas se formou na ECA-USP e estreou na direção em 2003, com "Notívago". Fez uma parceria de nove filmes com Marco Dutra, incluindo "Um Lençol Branco" (2005), "As Sombras" (2009), "Trabalhar Cansa" (2011) e "As Boas Maneiras" (2017).

A dupla ganhou o prêmio de melhor curta na Semana da Crítica de Cannes em 2007, por "Um Ramo".

Na carreira solo, Rojas dirigiu "Sinfonia da Necrópole" (2014), musical ambientado em um cemitério. "Cidade; Campo" tem sessão gratuita na segunda (28), às 19h, seguida de debate com a diretora.

Isso que é legal de uma visão panorâmica, poder ver a consistência, mas ao mesmo tempo a progressão de um trabalho.

A frase é de Rojas, sobre encarar a própria obra reunida na retrospectiva.

"É poder falar de maneira metafórica sobre questões que são profundamente humanas", diz a diretora, sobre o papel do fantástico em seus filmes.

Para Rojas, o insólito é uma forma de resistir a um mundo cada vez mais racionalizado, em que tudo parece já explicado, e não apenas um recurso de gênero.

Setembro tem sido de festival para o cinema brasileiro. Em Toronto, o filme "La Bola Negra" venceu o festival e ganhou impulso rumo ao Oscar.

Também neste mês, a escritora Conceição Evaristo estreou no cinema e abriu a CineBH, outro festival dedicado à produção nacional.

O que acontece agora

A mostra segue até 30 de setembro no Espaço Petrobras de Cinema. A sessão gratuita de "Cidade; Campo", com debate, é na segunda (28), às 19h.