O Mercado Livre lançou nesta quinta-feira (24) o programa "Envios Agora", com entrega em até uma hora para produtos de até 15 quilos. A partir de amanhã (25), a empresa também vende remédios com receita médica, concorrendo direto com grandes redes de farmácia.
As ações de farmacêuticas na B3 desabaram após o anúncio. Às 16h30, a RD Saúde (RADL3) caía 6,05%, liderando as perdas do Ibovespa; a Pague Menos (PGMN3) caía 9,33%, e a Panvel (PNVL3), 6,12%.
A queda ocorreu no mesmo pregão em que o Ibovespa fechou em baixa de 0,99%, pressionado também pela alta dos juros nos EUA.
A entrada do Mercado Livre no mercado de remédios só é possível porque, em agosto, a Anvisa revogou uma proibição de seis anos que impedia a venda e o anúncio de medicamentos na plataforma.
Segundo o Mercado Livre, o marketplace de farmácias começa a operar amanhã. Até outubro, três parceiras já estarão cadastradas, e a meta é reunir 20 redes farmacêuticas até o fim do ano.
"A demanda por medicamentos já existe dentro da plataforma, mas parte dela não podia ser atendida devido às restrições regulatórias", disse Fernando Yunes, vice-presidente sênior do Mercado Livre no Brasil.
Segundo ele, os produtos mais procurados incluem medicamentos ligados à saúde sexual e tratamentos para dependência de nicotina, categorias em que consumidores preferem a privacidade das compras online.
Como funciona o Envios Agora
O programa está em fase de testes em bairros de São Paulo e promete entregar qualquer categoria de produto de até 15 quilos em até uma hora. A meta é expandir o serviço para toda a capital paulista e outras cidades.
Segundo Roberta Donato, vice-presidente de marketplace do Mercado Livre no Brasil, entregadores de qualquer meio de transporte podem participar, desde que os produtos respeitem o limite de peso.
A disputa por entregas rápidas também mexe com os concorrentes. Em setembro, a TV Sim Brasil mostrou que as ações do Magalu dispararam 25% na semana após fechar parceria com o próprio Mercado Livre.
A expansão do Mercado Livre para remédios com receita pressiona o modelo das grandes redes de farmácia, que cobram entrega e não oferecem frete grátis como o marketplace.
O que acontece agora
A empresa deve fechar o ano com 30 centros de distribuição no modelo fulfillment, ante 21 no ano anterior. Somando outras estruturas logísticas, serão 72 ao todo até dezembro, alta de 39% sobre o ano passado.





























