O anúncio de Eduardo Baptista como novo técnico do Internacional, na quarta-feira (23), reacendeu uma mágoa antiga da torcida: seu pai, Nelsinho Baptista, deixou o clube pelo Corinthians há exatos 30 anos, e torcedores relembraram o caso nas redes.
Baptista chega ao Beira-Rio com contrato até dezembro, no lugar de Paulo Pezzolano, demitido em 19 de setembro após derrota para o São Paulo.
Ele estava no Criciúma, clube que disputa a Série B, desde maio de 2025, e traz o auxiliar Julio Cesar Schiavon e o analista Lucas Brito Sousa.
Por que a torcida do Inter desconfia do sobrenome Baptista?
A desconfiança remonta a 24 de setembro de 1996, quando Nelsinho Baptista deixou o comando do Inter para assumir o Corinthians, então quinto colocado no Brasileirão.
Dois dias antes, o Inter havia perdido o Gre-Nal 331 por 2 a 1 em casa, com gol de bicicleta de Paulo Nunes. Nelsinho reclamou que o clube havia deixado de pagar o apart-hotel e as prestações de uma Mercedes-Benz recebida de luvas.
No Corinthians, passaria a ganhar R$ 80 mil por mês, R$ 30 mil a mais do que recebia no Beira-Rio. "Quero que ele seja feliz, mas longe do Beira-Rio", disparou o então presidente do Inter, Pedro Paulo Záchia, ao ser informado da saída.
O episódio transformou Nelsinho em persona non grata entre os colorados, e a lembrança voltou com força assim que o nome do filho apareceu ligado ao clube.
Em 2008, o próprio Nelsinho chegou a ser avaliado pelo Inter para substituir Abel Braga, mas a resistência da torcida foi tão grande que o clube desistiu e contratou Tite. Fernando Carvalho, então assessor de futebol, tentou defender o nome à época.
"Naquela época, não era tão comum o técnico tomar a iniciativa de ir embora. Mas, e o Abel Braga, que já abandonou o Internacional duas vezes?", declarou Carvalho.
O que acontece agora
Baptista assume um Inter em 18º lugar no Brasileirão, dentro da zona de rebaixamento, com dez rodadas para tentar escapar do descenso. A estreia do técnico ainda não tem data confirmada pelo clube.
No Criciúma, time que segue reforçando o elenco na Série B, Baptista liderou a equipe na maior parte da competição antes de perder ritmo nas rodadas finais, cenário que o Inter espera não repetir.





























