O wide receiver Zay Flowers é dúvida para a estreia do Baltimore Ravens no Brasil, domingo (27), contra o Dallas Cowboys, no Maracanã. Ele não treinou nesta quarta-feira (23) por lesão no posterior de coxa, a mesma que o tirou de campo na semana passada.
Flowers havia batido seu recorde pessoal, com 150 jardas recebidas, na semana 1 contra o Indianapolis. Ele não jogou o 2º tempo daquele jogo nem entrou em campo na semana seguinte.
"Você precisa levar tudo em conta. Acho que o mais importante é o que é melhor para ele", disse Minter sobre Flowers, hoje tratado oficialmente como dúvida partida a partida.
Do outro lado, está o Dallas Cowboys, avaliado como o time mais valioso do mundo, também com retrospecto de 1-1 na temporada.
O Ravens (1-1) tenta recuperar o equilíbrio. O time desperdiçou uma vantagem em casa para o New Orleans Saints no último domingo, reabrindo feridas de temporadas anteriores. O técnico Jesse Minter, em sua primeira temporada no cargo, pediu que o grupo encare a adversidade.
Estou focado em criar uma mentalidade em que joguemos do nosso jeito nesses grandes momentos. Senti que os jogadores começaram a forçar um pouco, buscando aquela jogada grande nos momentos decisivos.
Completou o técnico, que soma um voo de 10 horas e um adversário de nível de playoff aos desafios desta semana.
O estado do campo também preocupa o Ravens. A NFL confirmou reparos para deixá-lo dentro dos padrões da liga, tema que já rendeu dor de cabeça nos treinos desta semana.
Por que o Ravens se chama assim?
O Ravens nasceu em 1996 de uma polêmica: o bilionário Art Modell tirou à força a franquia dos Cleveland Browns, fundados em 1944, e a levou para Baltimore. A liga só permitiu a mudança se ele deixasse nome, história e cores dos Browns em Cleveland.
Sem nome nem identidade, a nova franquia foi batizada em votação popular. O escolhido foi Ravens, referência ao poema 'O Corvo', de Edgar Allan Poe, que viveu e está sepultado em Baltimore.
Antes disso, os Browns já tinham 8 títulos nacionais.
NFL aposta em novo ciclo no Brasil
A NFL vê o jogo como abertura de um novo ciclo, parte de um plano que testa a cidade como produto global. A meta é entrar entre as cinco maiores ligas esportivas do país, segundo o diretor-geral da liga no Brasil, Luiz Martínez.
Os ingressos vão de R$ 427 a R$ 6.187, e o Maracanã, que recebe cerca de 78 mil pessoas para futebol, terá capacidade reduzida para o futebol americano. A semana de eventos da NFL no Rio começou em 20 de setembro.
































