Uma pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (24) mostra Eduardo Paes (PSD) com 43% das intenções de voto para governador do Rio de Janeiro, e Douglas Ruas (PL) com 30%. A distância entre os dois caiu de 18 para 13 pontos percentuais desde 11 de setembro.
Não é a única pesquisa a mostrar o movimento. A Prefab Future, divulgada no mesmo dia, ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 22 de setembro. Paes aparece na liderança, com 35%, e Ruas em segundo, com 24,6%.
A tendência também apareceu na véspera. Levantamento Quaest, divulgado na quarta-feira (23), já mostrava a diferença entre os dois em 13 pontos, ainda que com números absolutos diferentes. Paes tinha 36% e Ruas, 23%.
O crescimento de Ruas não é recente. Em 22 de agosto, outro Datafolha já media o candidato do PL com 19% das intenções de voto, menos da metade do que registra agora.
O que mudou na disputa
No mesmo período, a candidatura de Anthony Garotinho perdeu força na Justiça. O TRE-RJ indeferiu o registro dele por uma condenação por improbidade administrativa transitada em julgado, e o ex-governador recorreu ao TSE.
O Ministério Público Eleitoral já havia pedido à Justiça que barrasse a candidatura de Garotinho em agosto.
O Datafolha testou pela primeira vez um cenário sem o nome de Garotinho na lista. Sem ele, Paes sobe a 46% e Ruas, a 31%.
Na comparação entre os dois cenários, o ganho é maior para Paes, de 3 pontos, do que para Ruas, de 1 ponto.
Os números de rejeição mostram outro lado do crescimento de Ruas. A parcela de eleitores que não votaria nele de jeito nenhum subiu de 23% para 26% no mesmo período. Paes, ao contrário, teve a rejeição reduzida, de 28% para 25%.
Em uma simulação de 2º turno entre os dois, Paes marca 54% e Ruas sobe a 38%, ante 34% na pesquisa anterior.
O ponto em aberto
O TSE ainda não julgou o recurso de Garotinho contra a decisão do TRE-RJ. Enquanto o caso não é decidido, o eleitorado fluminense segue sendo consultado em dois cenários possíveis.
As pesquisas mostram que a saída de Garotinho da disputa reorganiza o tabuleiro de forma desigual entre os concorrentes. A pergunta que fica é como o resultado do recurso pode alterar de novo esse equilíbrio.
O 1º turno das Eleições 2026 é em 4 de outubro, segundo o calendário do TSE.































