A Polícia Civil do Ceará tenta localizar João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito Isabelle Caracristi, encontrada morta em 13 de setembro no condomínio onde morava em Fortaleza. Agentes também apreenderam celular e tablet da mãe dele em Caucaia, na Região Metropolitana.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, a busca por João segue em andamento. A pasta não informou se ele é considerado suspeito, ponto central para evitar antecipar conclusão sobre um caso ainda em apuração.
O mandado de busca e apreensão foi cumprido na praia do Cumbuco, em Caucaia. De acordo com CNN Brasil, Metrópoles e Folha, os aparelhos da mãe de João foram recolhidos para perícia, enquanto o celular da estudante já passou por análise inicial.
Isabelle foi encontrada morta em uma área comum do residencial na Aldeota. A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) apontou politraumatismo e lesões compatíveis com impacto contra o solo; exames laboratoriais tiveram resultado negativo para substâncias toxicológicas.
A dinâmica da morte ainda não foi concluída pela polícia.
A SSPDS informou que exames complementares continuam, com análise de imagens de câmeras, coleta de vestígios e novas diligências no apartamento e nas áreas comuns do condomínio.
O G1 informou que Isabelle morava havia algumas semanas com João, um irmão dele e a mãe dele. Imagens de segurança citadas pela reportagem mostram a chegada da estudante ao prédio no fim da tarde e o deslocamento dela rumo à cobertura antes da morte.
A mãe da estudante, Isorlanda Caracristi, relatou ao Fantástico que a filha reclamava de ciúmes no relacionamento. “Para onde ela ia, ele tava também”, disse Isorlanda, ao descrever episódios em que João aparecia quando Isabelle descia para lanchar ou comprar remédio.
A Folha registrou que a SSPDS não explicou por que João é procurado. A reportagem também informou ter tentado contato com ele por telefone na noite de domingo, mas não recebeu retorno até a publicação.
A família de Isabelle, segundo a Folha, reúne relatos sobre o relacionamento para colaborar com a investigação. A advogada Patrícia Viana representa os parentes da estudante nessa etapa, enquanto manifestantes cobraram respostas em frente ao prédio no fim de semana.
O que a polícia apura agora
A polícia apura agora a cronologia dos deslocamentos no condomínio, o conteúdo dos eletrônicos apreendidos e os resultados dos exames complementares da Pefoce. A Polícia Civil já ouviu quatro pessoas e tem outras quatro oitivas agendadas.
As novas diligências incluem perícias nas áreas comuns e no apartamento onde Isabelle morava. Segundo a Folha, a Pefoce voltou ao local no domingo. A polícia usa as câmeras para reconstruir a sequência entre a chegada da estudante e a ocorrência por volta das 20h40.
O caso atualiza a investigação da morte de Isabelle, que já havia levado o governador Elmano de Freitas a cobrar rigor nas apurações. Sem a conclusão pericial, a polícia ainda não definiu oficialmente a dinâmica da queda.






























