O festival de rap e trap Mad in Brazza estreia neste domingo (9) em São Paulo, no Novo Anhangabaú. O rapper americano Ty Dolla $ign encabeça o line-up, que reúne nomes como WIU, L7NNON e Kayblack. Os portões abrem às 13h, com classificação etária de 18 anos.
É a primeira vez que o festival sai do Paraná depois de quatro edições em Curitiba.
O Mad in Brazza nasceu em 2022, criado pelo produtor Thiago Moreira para dar ao rap e ao trap um festival próprio no Sul do país.
A primeira edição, em outubro daquele ano, reuniu 16 mil pessoas em Curitiba, número que ajudou a consolidar a cidade como referência do gênero na região.
O line-up brasileiro também tem Yunk Vino, Alee, Vulgo FK, 2ZDinizz, Derek, DJ Arana, MC Kako, Soh Lopez e Amabbi, além do canadense RealestK.
A organização descreve a programação como uma mistura de "rap, trap e funk", com aproximação cada vez maior entre esses gêneros e o R&B e a música eletrônica.
O centro histórico vira polo de shows
O Novo Anhangabaú vem se firmando como point de grandes festivais no centro de São Paulo. Somente em 2026, o espaço recebeu o Ultra Brasil, em abril, e a segunda edição do MITA Festival, em junho, e ainda vai sediar o Knotfest Brasil, em outubro.
Segundo a Prefeitura de São Paulo, os eventos realizados no Vale do Anhangabaú desde abril de 2023 devem gerar 140 mil empregos, entre formais e informais.
"Os festivais renderão 22 mil vagas de empregos formais e 120 mil informais, além de envolver mais de 40 mil pessoas, entre empregados e empregadores", disse o prefeito Ricardo Nunes sobre o calendário de eventos no Vale.
Gustavo Louveira, vice-presidente de marketing da 30e, produtora responsável pelos festivais no espaço, estima público de até 70 mil pessoas por evento.
Os ingressos para o Mad in Brazza em São Paulo seguem à venda na Bilheteria Digital.
O que a expansão sinaliza
O Mad in Brazza é o quarto grande festival a ocupar o Novo Anhangabaú em 2026, atrás do Ultra Brasil e do MITA e à frente do Knotfest, em outubro.
A pergunta é para a edição de 2027. A estreia paulista pode virar parada fixa do calendário, do jeito que Curitiba já é desde 2022, ou ficar só nesta primeira tentativa.













