Uma tecnologia de estudantes de Engenharia de Software do Inatel, em Santa Rita do Sapucaí (MG), ajuda produtores rurais a decidir a partir de dados de clima e solo. O AgroSync foi apresentado nesta quinta-feira (24) na 45ª Feira Tecnológica da instituição.
É um dos 138 projetos exibidos na feira, aberta ao público até sábado (26).
O tema da 45ª edição é "Quebrando as barreiras do futuro", e boa parte dos projetos nasceu de problemas reais do dia a dia, entre eles eventos climáticos extremos como o El Niño.
Como funciona o AgroSync?
O sistema usa uma estação que mede temperatura e umidade do ar, um pluviômetro que registra a chuva, e sensores de solo que medem temperatura, umidade, pH e nutrientes. Os dados são enviados em tempo real a um painel digital.
A partir das informações, o sistema pode emitir alertas e recomendar, por exemplo, tratamento do solo e adubação. Na apresentação desta quinta, os dados de uma lavoura de café mostravam solo em boas condições, mas com umidade elevada por causa das chuvas dos últimos dias.
Por que a tecnologia importa para o café mineiro?
O El Niño já era apontado como risco para as lavouras de café em Minas Gerais antes mesmo do AgroSync ser criado. Em julho, a ONU alertou que o fenômeno deve se intensificar, o que aumenta a pressão por ferramentas de monitoramento.
O AgroSync segue uma tendência de uso de tecnologia para monitorar solo e lavoura à distância, hoje também explorada com drones no campo brasileiro.
O que acontece agora
Segundo os estudantes, o AgroSync já está pronto para sair da fase de protótipo e ser usado por produtores rurais no dia a dia. A Feira Tecnológica do Inatel segue com visitação aberta ao público até sábado (26).





























