A Vale iniciou a retomada parcial das operações na Mina de Fábrica, em Ouro Preto (MG), após receber autorização do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). A mineradora tinha as atividades paralisadas desde fevereiro, quando um vazamento de água atingiu a Cava Área 18.
O vazamento, de cerca de 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, ocorreu em 25 de janeiro e atingiu os córregos Ponciana e Água Santa, com impacto no rio Paraopeba. A Justiça Federal e a estadual paralisaram a mina em 9 de fevereiro.
A paralisação partiu de ação civil pública movida pelo Ministério Público de Minas Gerais e pelo Estado. Os juízes determinaram que a Vale montasse um plano de ações emergenciais, com desassoreamento, contenção de efluentes e monitoramento de todas as estruturas da mina.
O descumprimento das medidas pode gerar multa diária de R$ 100 mil, com teto inicial de R$ 10 milhões.
"A retomada observará as condições de segurança, controle ambiental, licenças, autorizações e condicionantes aplicáveis, bem como a continuidade das ações previstas no termo de compromisso", informou a Vale, em comunicado divulgado na noite de quarta-feira (23).
A medida é baseada em termo de compromisso firmado entre a mineradora, o Ministério Público Estadual e o Governo de Minas Gerais. Segundo a Vale, a retomada não altera as projeções de produção da mineradora para o ano.
A retomada acontece cerca de dois meses depois de a Vale registrar o melhor 2º trimestre de produção de minério de ferro desde 2018, com 84,3 milhões de toneladas extraídas. O resultado veio mesmo com a Mina de Fábrica fora de operação desde fevereiro.
A mineradora também está em outras frentes: no fim de setembro, comprou 30% da mineradora Ligga e fechou um acordo de minério.
O que acontece agora
A retomada é parcial e segue as condicionantes do termo de compromisso, incluindo monitoramento ambiental contínuo na região. A Vale não informou um prazo para a volta integral das operações na Mina de Fábrica.





























