O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) admitiu, em ato de campanha nesta quinta-feira (24) em Governador Valadares, que Marília Campos (PT) lidera as pesquisas para o Senado em Minas Gerais. Ele comparou a ex-prefeita de Contagem a Dilma Rousseff, chamando-a de "Dilma 2.0".

Assim como em 2018 a Dilma estava em primeiro e terminou em quarto, nós vamos tirar o PT do Senado esse ano.

A fala de Nikolas foi ao lado do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), durante ato de campanha bolsonarista no Vale do Rio Doce.

Segundo o Datafolha, Marília tem 13% das intenções de voto para o Senado, seguida por Aécio Neves (PSDB) e Carlos Viana (PSD), ambos com 11%, e Domingos Sávio (PL), com 9%. Os quatro estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

A pesquisa ouviu 1.204 eleitores de Minas Gerais entre 22 e 24 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais e 95% de confiança. Foi encomendada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, com registro no TSE sob o número MG-07400/2026.

As quatro posições cabem dentro dos 3 pontos de margem.

Nikolas pediu que os eleitores usem os dois votos ao Senado nos nomes apoiados pelo grupo bolsonarista. Ele citou Domingos Sávio, apresentado como escolha de Jair Bolsonaro, e Marco Antônio Costa (Novo).

Já na pesquisa Datafolha de 11 de setembro, Marília, Sávio e Viana apareciam tecnicamente empatados, com Marília em 12%. Aécio Neves e Viana foram de 10% para 11%, e Sávio, de 8% para 9%.

As variações ficaram dentro da margem de erro de 3 pontos.

A comparação com 2018 é real, mas a distância mudou. Naquele ano, o Datafolha media Dilma com 29% das intenções de voto ao Senado, mais que o dobro dos 13% de Marília agora.

Mesmo com essa vantagem maior, Dilma liderou as pesquisas e terminou a eleição em quarto lugar, sem vaga. Pesquisa na frente não é vaga garantida, e o precedente mineiro já mostrou isso numa disputa bem menos embolada do que a de hoje.

A disputa mineira ao Senado tem 17 candidatos ao todo, disputando as duas vagas do estado.

Horas antes, em Teófilo Otoni, Flávio Bolsonaro tentava salvar a candidatura de Flávio Roscoe ao governo de MG e prometeu, se eleito, ser empossado pelo pai.

O ponto em aberto

A margem de erro de 3 pontos deixa a corrida pela segunda vaga do Senado mineiro tecnicamente aberta entre quatro nomes.

O precedente de 2018, quando uma liderança bem maior não garantiu vaga a Dilma Rousseff, mostra que o resultado de outubro pode não repetir a ordem de hoje nas pesquisas.