A rede de sorvetes Chiquinho, criada em 1980 numa loja de 16 metros quadrados em Frutal, no Triângulo Mineiro, chegou a mais de 1.040 lojas em todos os estados do Brasil, com faturamento de R$ 1 bilhão por ano, marco alcançado em 2025.

O negócio começou com Isaías Bernardes de Oliveira, então com 18 anos, e o pai, Francisco, fazendeiro que acompanhava a rotina do filho entregando frutas, leite e pães de bicicleta pela cidade. A ideia original era abrir uma frutaria com sucos e vitaminas.

Por que a loja se chama Chiquinho?

O nome veio do apelido do pai de Isaías, Francisco, conhecido como Chiquinho. Foi Isaías quem sugeriu acrescentar uma sorveteria ao plano original da frutaria, decisão que mudou o rumo da família. No início, o próprio Isaías abria a loja e atendia os clientes.

Para o filho de Isaías e vice-presidente da empresa, Pablo Bernardes, a qualidade do sorvete foi o principal motivo do sucesso nos primeiros anos.

“A receita foi o grande diferencial. A receita, a qualidade. Meu pai sempre prezou muito na qualidade”, disse Pablo Bernardes.

Como a Chiquinho virou rede nacional?

A empresa lançou o modelo de franquia em 2010, e hoje todas as lojas são franqueadas. Em 2025, a marca abriu a milésima unidade, em São Paulo, e chegou aos R$ 1 bilhão de faturamento.

Para 2026, a previsão é abrir cerca de 120 novas lojas, ritmo menor que as 146 inauguradas em 2025. O maior franqueado da rede opera 27 unidades, no Pará.

O tamanho do maior franqueado mostra que a marca deixou de ser um negócio de família só de Frutal para virar plataforma de investimento de terceiros. O fundador atribui a desaceleração aos juros altos, que fazem franqueados adiarem a expansão.

O juro está arrebentando. Tem franqueado que já vinha ampliando a operação e agora fala: ‘vou esperar’. O banco está pagando 15%, 16%.