O candidato ao governo de Minas Gerais Cleitinho Azevedo (Republicanos) defendeu a implantação do Rodoanel Metropolitano de Belo Horizonte durante visita à Ceasa de Contagem, na Região Metropolitana da capital, nesta segunda-feira (28). A obra de R$ 5 bilhões segue travada na Justiça.

"O Rodoanel é extremamente importante. A gente tem diálogo com a Justiça para poder resolver isso, porque o dinheiro já tem", afirmou o candidato aos trabalhadores do entreposto.

Cleitinho também propôs melhorar as estradas mineiras para facilitar o escoamento da produção agrícola. Depois da Ceasa, seguiu para o aniversário de Campo Belo, no Sul de Minas, encontrou eleitores em Ribeirão Vermelho e encerrou o dia com uma caminhada em Arapuá, no Alto Paranaíba.

Homem discursa em plenário segurando um cartaz
Cleitinho Azevedo, candidato ao governo de Minas Gerais pelo Republicanos Foto: Agência Senado from Brasilia, Brazil/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

O Rodoanel segue travado na Justiça por um impasse sobre licenciamento ambiental. O TRF-6 ainda não decidiu quantas comunidades afetadas pela obra devem ser consultadas pelo governo de Minas.

O projeto prevê cerca de 100 km de pistas, com investimento total de R$ 5 bilhões: R$ 2 bilhões da concessionária e R$ 3 bilhões do acordo de Brumadinho, firmado com a Vale.

O cronograma original previa início das obras em 2026 e conclusão até 2028.

O que os outros candidatos dizem sobre o Rodoanel

Os candidatos ao governo de Minas Gerais divergem sobre o destino do projeto. O atual governador, Mateus Simões (PSD), quer uma decisão rápida ou redirecionar a verba para outro fim.

"Se nós não tivermos uma decisão rápida, eu vou pedir que o dinheiro do Rodoanel seja retirado para que a gente faça a expansão do metrô", disse Simões, segundo o O Tempo.

Não é a primeira vez que o governador propõe redirecionar a verba da obra.

Alexandre Kalil (PDT) é contra o projeto atual: "Todo o dinheiro do acordo da Vale será colocado em um programa de manutenção emergencial para Minas Gerais. Já temos R$ 3 bilhões disponíveis", afirmou.

Patrus Ananias (PT) defende que o trajeto não seja imposto aos municípios, e propõe diálogo sobre mudanças de rota. Gabriel Azevedo (MDB) e Flávio Roscoe (PL) são favoráveis à continuidade da obra, respeitando os contratos já firmados.

O que trava a obra na Justiça

Representantes de comunidades quilombolas questionam o licenciamento ambiental do trecho batizado de Alça Sul, que ligaria a BR-040 em Nova Lima à BR-381 em Betim, passando por Brumadinho, Ibirité e Sarzedo.

Esse trecho já foi excluído do projeto atual por dificuldades ambientais e geográficas. O impasse jurídico faz do Rodoanel menos uma obra em andamento e mais uma promessa que cada candidato tenta herdar ou desmontar, a duas semanas da eleição.