A campanha da candidata ao Senado por São Paulo Simone Tebet (PSB) vai acionar a Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral contra o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Ele chamou Tebet de "vassala do Lula" e insinuou que ela "se prostitui" por cargos no governo.
"É um covarde que ataca protegido pela distância e por um exército digital propagador de discurso de ódio", disse Tebet sobre Eduardo, que mora nos Estados Unidos.
O conflito começou na segunda-feira (28), quando Tebet criticou no X a desistência de Ricardo Salles (Novo) da disputa ao Senado por SP, dizendo que ele "se rendeu ao Centrão". Eduardo saiu em defesa de Salles e atacou Tebet.
Em nota, a equipe de Tebet informou que vai pedir a remoção do conteúdo pela Justiça Eleitoral e enviar notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral.
A campanha classificou a fala de Eduardo como uma tentativa de intimidar uma mulher que ocupa espaço de poder, e não uma crítica política legítima.
"Causa profunda repulsa que, em pleno processo eleitoral, se pretenda desqualificar uma candidata por meio de uma insinuação de natureza sexual e profundamente degradante", diz a nota, obtida pela CNN Brasil.
O que Tebet cobrou do histórico de Eduardo
Tebet respondeu citando a Justiça: "Lamento o nível, mas não me surpreende quando vem de um contumaz condenado pelo Supremo Tribunal Federal, que já foi condenado por coação no curso do processo e acaba de ser condenado novamente por difamação contra outra mulher".
As condenações são recentes. Em 18 de setembro, o STF manteve por unanimidade a pena de 4 anos e 2 meses em regime semiaberto, por articular represálias do governo Trump para tentar barrar o julgamento do pai.
Dias depois, em 26 de setembro, o STF o condenou também por difamação contra a deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP), com multa superior a R$ 120 mil.
O que acontece agora
A CNN Brasil tentou contato com Eduardo Bolsonaro para um posicionamento sobre o caso e não obteve resposta até a publicação da reportagem. A eleição em que Tebet e Salles disputam vagas ao Senado por São Paulo é em 4 de outubro.
O caso se soma a um cenário mais amplo: a violência política de gênero cresceu 380% nesta eleição e lidera em SP, PR e MG, segundo levantamento que a TV Sim Brasil já noticiou.





























